Segundo suspeito de envolvimento na morte de major do Corpo de Bombeiros é preso

Policias do 20º BPM (Mesquita) prenderam um segundo suspeito de envolvimento na morte do major do Corpo de Bombeiros Wagner Bonin, que foi sequestrado e morto por traficantes na tarde da última quarta-feira, em São João de Meriti, na Baixada Fluminense. Bryan Luca Fernandes da Costa e Silva, conhecido como Russo, estava com o celular do oficial. Bonin, que teve o corpo carbonizado, era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. Em 2019, ele foi condecorado por sua atuação na tragédia de Brumadinho.

Polícia: Suspeito de envolvimento na morte de major dos bombeiros é preso

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Segundo a assessoria da Secretaria estadual de Polícia Militar, na noite de segunda-feira (21/11), policiais foram checar a informação de que um dos envolvidos no homicídio estaria escondido no Centro de Mesquita. "De acordo com o comando da unidade, durante buscas em um imóvel da região, os agentes encontraram o celular com o mesmo número utilizado pela vítima". Ele foi preso após os policiais abordarem o veículo em que Russo estava. Ele retornava para a casa onde foi feita a busca. O preso foi encaminhado para a Delegacia de Homicídios da Capital, na Barra da Tijuca, Zona Oeste.

Na noite de quinta-feira, outro suspeito foi preso por policiais militares. Washington Rogério Magalhães Braga confessou informalmente a participação no assassinato durante uma abordagem na Avenida Brasil. Ele e mais dois homens que o acompanhavam foram encaminhados para a Delegacia de Homicídios da Capital. Apenas Washington ficou preso.

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Carro e corpo do bombeiro encontrados na Pavuna

Na noite de quarta-feira, a Polícia Militar encontrou o corpo carbonizado do bombeiro dentro do carro dele na região do Parque Colúmbia, na Pavuna, Zona Norte do Rio. A identificação do militar foi feita por meio da digital, no Instituto Médico-Legal. Segundo o IML, a mão direita do militar não foi queimada, permitindo o exame.

Informações da Polícia Civil indicam que ele estaria fotografando barricadas montadas por bandidos na região e foi descoberto. Bonin, que teve o corpo carbonizado, era lotado no Grupamento de Operações Aéreas (GOA) do Corpo de Bombeiros. Em 2019, ele foi condecorado por sua atuação na tragédia de Brumadinho.

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Segundo informações recebidas pela polícia, a esposa do oficial entrou em contato com o comandante do grupamento onde ele era lotado após estranhar a demora do marido em voltar para casa. Por meio de acesso remoto a um aplicativo de mensagem usado por Bonin ela conseguiu visualizar fotos feitas por ele e enviadas para um número não registrado nos contados do bombeiro. As imagens mostram pessoas e uma barricada em local não identificado. O último contato feito pelo major teria sido com um colega de farda às 16h49 de quarta-feira. Na mensagem, Bonin disse que teria "visto um fuzil".

Pelas redes sociais, o major Bonin retratava o seu dia a dia na corporação. Ele, que era formado em Educação em Saúde na Universidade Federal Fluminense (UFF), mostrava viagens de helicóptero transportando equipes do Rio Transplantes. Em 2014, ele relatou em rede social que começava a atuar como enfermeiro, especialista em operações aéreas do grupamento dos bombeiros do Rio. Bonin integrava a corporação desde 2002. Ele deixa a esposa e uma filha de 2 anos.