Segundo suspeito de participação em plano para atentado com bomba em Brasília é preso no MT

A Polícia Civil do Mato Grosso prendeu, nesta terça-feira, um segundo suspeito de participação em um plano para explodir uma bomba nos arredores do Aeroporto Internacional de Brasília. Alan Diego dos Santos, que estava foragido desde dezembro, apresentou-se às autoridades na Delegacia de Comodoro, no interior mato-grossense.

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Vários mandados de busca, decretados pelo Supremo Tribunal Federal (STF), chegaram a ser cumpridos no estado para apurar informações que pudessem levar à localização de Alan. Segundo o Ministério da Justiça e Segurança Pública, que divulgou a captura, equipes da Delegacia de Comodoro fizeram contato com pessoas próximas ao suspeito, que optou por se entregar para o cumprimento do mandado de prisão preventiva.

Ainda em dezembro, foi preso George Washington de Oliveira Sousa. Um terceiro suspeito, o jornalista cearense Wellington Macedo de Souza, vinha cumprindo prisão domiciliar e é considerado foragido depois de retirar o equipamento sem autorização da Justiça.

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O plano do trio, de acordo com as investigações da Polícia Federal (PF) e da Polícia Civil do Distrito Federal, era explodir uma bomba nas proximidades do aeroporto na véspera do Natal do ano passado, com o intuito de gerar caos e forçar uma intervenção das Forças Armadas. A denúncia aponta que, depois de o artefato ser montado, ele foi entregue a Macedo, que ficou responsável por colocá-lo em um caminhão-combustível que seria usado no atentado frustrado.

Alan também é suspeito de participação do quebra-quebra promovido em Brasília no dia 12 de dezembro, quando bolsonaristas tentaram invadir a sede da PF. Ele será transferido, agora, para o sistema carcerário do DF. Na semana passada, os três suspeitos toraram-se réus após a 8ª Vara Criminal do Distrito Federal acatar a denúncia pelo crime.

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Nas redes sociais, Ricardo Cappelli, interventor na segurança do DF nomeado pelo presidente Lula em meio aos ataques ocorridos em Brasília no dia 8 de janeiro, comemorou a captura do suspeito. "Preso no MT um dos envolvidos na tentativa de explosão do caminhão tanque no aeroporto de Brasília. A lei será cumprida", escreveu.

Último foragido envolvido com o plano de atentado, Wellington Macedo de Souza trabalhou com a senadora Damares Alves (Republicanos) no Ministério dos Direitos Humanos, no início do governo de Jair Bolsonaro. Ele era assessor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente e ganhava um salário mensal de R$ 10 mil.

Ele já havia sido preso pela PF em setembro de 2021, suspeito de articular e financiar um ato antidemocrático no dia 7 de setembro daquele ano. Em outubro, o ministro do STF Alexandre de Moraes determinou a soltura de Macedo, substituindo a prisão pelo uso da tornozeleira eletrônica.