Segundo turno em Belém: candidato do PSOL agradece militância por triunfo no 1º turno e diz: ‘Vencemos o ódio e o atraso’

Redação Notícias
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Agência Câmara
Agência Câmara

Edmilson Rodrigues utilizou as redes sociais nesta quarta-feira para celebrar o resultado do primeiro turno da eleição à prefeitura de Belém-PA. O candidato do PSOL terminou na liderança, com 34,22% dos votos, contra 23,06% do Delegado Eguchi, do Patriota.

“A prefeitura é um projeto de felicidade para o povo de Belém. Vamos governar a partir de janeiro. Temos fé no povo, na força de quem acredita no amanhã de justiça e felicidade. Quero agradecer pela vitória no primeiro turno. Nossa grande diferença em relação às demais candidaturas é exatamente a força da militância, o aguerrimento, a crença de que é possível cuidar do nosso povo”, declarou em vídeo postado no Twitter.

Edmilson considerou que o resultado do primeiro turno contra o candidato apoiado pelo presidente Jair Bolsonaro foi uma vitória sobre “o ódio e o atraso”.

“É essa força que move nossa esperança, alimentada pela fé, o amor e o compromisso pela justiça, que me faz agradecer o empenho realizado até agora. E agradecer, antecipadamente, pelo sol e chuva que vamos enfrentar para levantar a bandeira da justiça, da felicidade e do amor. Porque com educação, saúde, cultura e alegria, nós vencemos o ódio e o atraso.”

Eleições em Belém

Cerca de um milhão de eleitores vão definir quem será o prefeito de Belém do Pará em segundo turno. A capital é uma das que tem maiores disputas de extremos: Edmilson Rodrigues (PSOL) vai enfrentar o Delegado Eguchi (Patriota).

Ex-prefeito de Belém, Edmilson liderou a disputa no primeiro turno, ficando com 34.22% dos votos válidos. Chegou, em 2002, a ser pré-candidato pelo PT à presidência, antes de deixar o partido em 2005.

Eguchi fez seu nome na carreira na Polícia Federal e sua pauta é toda baseada na segurança. A vice é Sargento Quemer, do Patriota, que tem 46 anos. Em 2018, disputou o primeiro cargo público, como candidato a deputado federal.

Entenda o segundo turno

Para assumir a prefeitura no 1º turno, o candidato precisaria obter maioria absoluta - 50% mais um - dos votos válidos. Votos brancos e nulos não entram nessa conta.

O TSE (Tribunal Superior Eleitoral) esclarece que essa condição da existência do 2º turno é válida somente às cidades com mais de 200 mil eleitores.

Essa regra está prevista nos artigos 28 e 29 da Constituição de 1988, determinando, além do limite mínimo de habitantes, que o “segundo turno poderá ocorrer apenas nas eleições para presidente e vice-presidente da República, governadores e vice-governadores dos estados e do Distrito Federal, e para prefeitos e vice-prefeitos.”

Nas eleições de 2016 havia 92 municípios com mais de 200 mil eleitores. Já em 2020, outras três cidades alcançaram o número de habitantes mínimo. São elas: Ribeirão das Neves (MG), Paulista (PE) e Petrolina (PE). Sendo assim, nas eleições 2020, 95 municípios poderão ter um segundo turno para prefeito e vice-prefeito.

Eleições municipais em todo país

As Eleições 2020 moveram praticamente todo país neste domingo. Por conta do coronavírus, essa foi uma eleição diferente, com horários estendidos e mais critérios de segurança sanitária.

Uma questão que levanta muitas dúvidas ao longo processo é o famoso coeficiente eleitoral. Bem resumidamente, é a divisão do número de eleitores pelo número de vagas (nós explicamos com detalhes AQUI). Cada cidade, então, tem seu coeficiente eleitoral.

Caso não esteja presente na cidade onde você está apto para votar, é possível justificar seu voto. Para saber como, siga nosso guia clicando AQUI.

O que faz um prefeito?

O Estado se divide em três poderes o Executivo, Legislativo e Judiciário, e o prefeito é o chefe do Poder Executivo. Ou seja, é responsabilidade do prefeito administrar a cidade que exerce suas funções. Para mais detalhes da função CLIQUE AQUI e para saber quanto ganha um prefeito, CLIQUE AQUI.