Seguranças do rapper Orochi presos por porte ilegal de arma são alvos de investigação da PM

A Secretaria de Estado de Polícia Militar instaurou um procedimento apuratório para averiguar as circunstâncias que levaram a prisão em flagrante de dois PMs por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, em Búzios, na Região dos Lagos, na última semana. André Luiz Miranda Moreira e Jorge Fernando de Araújo Viana Oliveira faziam a segurança do rapper Flávio Cesar Costa de Castro, conhecido como Orochi, quando um vídeo postado nas redes sociais mostrou amigos do cantor dançando e segurando uma espingarda calibre 12.

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De acordo com a Secretaria, a 4ª Delegacia de Polícia Judiciária Militar (DPJM), unidade subordinada à Corregedoria Geral da Polícia Militar, está acompanhando o caso. Os dois PMs, lotados no 5º BPM (Praça da Harmonia) e do 7º BPM (São Gonçalo), já foram ouvidos.

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Segundo as investigações da Delegacia Especializada em Armas, Munições e Explosivos (Desarme), as publicações com a espingarda foram feitas por Orochi em alguns stories de sua conta no Instagram. Diante dos vídeos, os agentes da especializada obtiveram um mandado judicial de busca e apreensão para o endereço onde o cantor passava férias com amigos, na Praia de Geribá.

Ao chegarem na residência e não localizarem o artista, os policiais foram até o barco onde ele estava, na Praia dos Ossos. Levados a 127ª DP (Búzios), Orochi e outros três homens informaram que a espingarda era de um dos militares, que tinha o registro legalizado da mesma. O segundo segurança, também PM, se apresentou como o dono do carro onde estava a arma. Os dois foram autuados em flagrante e a eles foi arbitrada uma fiança no valor de R$ 5 mil, o que permite que respondam em liberdade pelo crime.

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Em depoimento, os policiais militares relataram estarem armados porque transportavam uma joia de Orochi avaliada em R$ 500 mil. O cordão de ouro com a inscrição “Vida Cara” aparece no pescoço do rapper em fotos e vídeos também publicados em seu perfil. Em uma das imagens, ele está com uma mulher de biquini na lancha do artista.

Um amigo de Orochi, o produtor musical Matheus Portugal, que trabalha com o também rapper Marlon Brandon Coelho Couto Silva, o MC Poze do Rodo, foi identificado como quem aparece nos vídeos segurando a espingarda. Ele não estava na casa, mas será indiciado também pelo crime de porte ilegal de arma de fogo de uso permitido. Foi constatado também que Matheus Neves era quem estava dançando nos vídeos.

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Na residência foram encontradas algumas drogas, como maconha, ecstasy e loló. Segundo a Desarme, as gravações do sistema interno de segurança do imóvel foram apreendidas e será verificado se Orochi ou algum outro amigo portou a arma de fogo durante a estadia no local.

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Na madrugada da última sexta-feira, Orochi se desculpou nas redes sociais e agradeceu às mensagens de apoio enviadas por seus fãs. Em vídeos postados nos stories, o rapper disse que a gravação que mostrava a espingarda era privada e não deveria ter sido publicada, e afirmou ainda que a arma estava descarregada.

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"Não era para eu ter tornado isso público esse vídeo. Era para ter sido privada, foi um erro gravíssimo, mas o que eu acho engraçado é que por ser uma arma e por ser eu quem postei, a maneira como a história se desenrolou foi muito diferente", declarou. "Ninguém parou para pensar que poderia ser uma parada para clipe, ninguém me deu o benefício da dúvida, todo mundo já veio, sem exceção, apontando o dedo e criticando, fazendo associação ao crime".

"Sendo que a arma era legal, estava dentro da lei, estava desmuniciada, era do segurança que estava levando a joia para casa e estava tudo dentro da lei. Só que a rapaziada, as emissoras, todo mundo, preferiu colocar como associação. Vocês acham que isso é à toa? Vocês acham que isso não tem um pré-julgamento? Para mim está nítido, estampado", contou. "Eu canso de ver postarem foto com arma, colecionadores, políticos, quem tem aquele documento, CAC, que, para quem não sabe, é o documento para ter a posse da arma. Eu canso de ver gente postar a foto, mas eu não vejo ter casa invadida, busca e apreensão, entrar em viatura, ser conduzido, ficar dez horas na delegacia desenrolando, mas com a gente é tratamento vip. Achei desnecessário algumas coisas.”