Seguro-desemprego: com pandemia, 90,2% dos requerimentos já são feitos pela internet

Postos do Sine estão fechados por causa do avanço do coronavírus no Brasil

Apesar de todos os problemas relatados por trabalhadores demitidos que tentam dar entrada no seguro-desemprego pela internet, a Secretaria Especial de Trabalho e Previdência, ligada ao Ministério da Economia, informou que, na primeira quinzena de abril, 90,2% das solicitações de benefício foram feitas via web — pelo portal gov.br/trabalho ou pelo aplicativo da Carteira de Trabalho Digital. Com as Superintendências Regionais do Trabalho e os postos do Sistema Nacional do Emprego (Sine) fechados em muitas localidades do Brasil, por conta do avanço do novo coronavírus, a web acaba sendo a única alternativa.

No mesmo período do ano passado, segundo a pasta, o número de requerimentos via internet representava apenas 1,6% do total. Os postos do Sine — que reuniram o maior número de pedidos feitos de 1º a 15 de abril de 2019, com 83% do total — hoje respondem por apenas 8,7% das solicitações (considerando as unidades que ainda estão abertas em algumas cidades).

As unidades do Trabalho — que receberam 15,4% dos pedidos de seguro-desemprego na primeira quinzena de abril do ano passado — agora respondem por apenas 1,1% do total.

Pedidos represados

O secretário de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, informou que, em março deste ano, 536.845 brasileiros pediram o seguro-desemprego. Na primeira quinzena de abril, foram 267.693 requerimentos. E, segundo ele, ainda há cerca de 200 mil pedidos represados.

— Ainda temos uma fila, estamos dando conta rapidamente. Essa demanda reprimida não passa de 200 mil em março e abril. Temos um pequeno aumento no seguro-desemprego em 2020. Mas esse aumento não passa de 150 mil pedidos — disse Bianco.

Veja ainda:

Empregadas domésticas

Na semana passada, o governo também passou a permitir que empregadas domésticas demitidas possam requerer o seguro-desemprego pela internet. Antes da pandemia, elas eram obrigadas a procurar a Superintendência Regional do Trabalho ou um posto do Sine.

No caso das domésticas, o valor máximo a ser pago é de um salário mínimo nacional (R$ 1.045), ainda que a trabalhadora antes recebesse o piso regional de seu estado. Mesmo com a facilidade da internet, segundo informações do próprio governo, a análise da solicitação feita pela web poderá levar até 20 dias.

Para ter direito ao benefício, a empregada deve comprovar que teve vínculo empregatício durante pelo menos 15 meses nos últimos 24 meses; declarar que não recebe Benefício de Prestação Continuada (BPC/Loas) da Previdência Social, exceto auxílio-acidente e pensão por morte; e afirmar que não tem renda própria de qualquer natureza suficiente à sua manutenção e à de sua família.

O pagamento é feito, em média, 30 dias após a solicitação.

Leia mais:

Dúvidas dos trabalhadores

Para esclarecer dúvidas dos trabalhadores, a Secretaria Especial de Trabalho e Previdência dispõe do Alô Trabalho 158. Caso queira entrar em contato diretamente com a Superintendência do Trabalho de sua região, é possível enviar um e-mail. Em cada unidade da federação, basta trocar a sigla de unidade da federação pelo estado desejado (por exemplo: trabalho.rj@mte.gov.br, trabalho.mg@mte.gov.br, trabalho.sp@mte.gov.br).

Viu isso?

Envie denúncias, informações, vídeos e imagens para o WhatsApp do Extra (21 99644 1263