‘Sei as consequências da minha decisão’, diz jogador da NBA afastado por recusar vacina contra Covid-19

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Um dia após ser afastado do Brooklyn Nets por recusar a se vacinar contra a Covid-19, o armador Kyrie Irving se manifestou pela primeira vez sobre o assunto. Em uma transmissão ao vivo no Instagram, o craque da NBA, liga norte-americana de basquete, reiterou o posicionamento que vai contra a recomendação de todas as entidades de Saúde Pública.

— Não é sobre ser anti-vacina. É sobre o que é bom para mim. Me sinto incerto... e está OK. Sei as consequências da minha decisão. São tempos loucos que estamos. Eu não machuquei ninguém, não cometi nenhum crime — disse o jogador, de 29 anos.

— Você acha que eu quero desistir do meu sonho de ir atrás de um campeonato? Você acha mesmo que quero largar meu trabalho? Que eu quero só ficar sentado em casa e não ir atrás das coisas com meus companheiros com os quais cresci e aprendi muito? — acrescentou Irving.

O armador integra um grupo com menos de 5% de atletas da NBA que recusaram o imunizante. A decisão o torna inelegível para jogar em diversos estados dos EUA – inclusive, em Nova York, de onde são os Brooklyn Nets.

Diferentemente do especulado, Kyrie negou que irá utilizar a circunstância do momento para encerrar a carreira no basquete profissional.

— Não acreditem que estou me aposentando, não acreditem que vou desistir desse jogo por causa de restrições de vacina ou para me manter não vacinado. Não acreditem em nenhuma dessas m***** (...) estou lutando por todos aqueles que acreditam no que é certo. Todo mundo deve pode fazer aquilo que acham que é o melhor para todos. Ver a maneira que esse assunto está dividindo nosso mundo... é triste... pessoas estão perdendo seus empregos por causa de protocolos.

Principal instrumento no combate à pandemia, a vacinação nos EUA registrou um crescimento de taxas em 20 pontos percentuais, depois que que empresas privadas, sistemas de saúde e instituições sociais, além de governos estaduais e locais, passaram a exigir imunização. A informação veio da própria Presidência norte-americana.

Jeff Zients, coordenador de resposta da Casa Branca ao coronavírus, disse durante uma coletiva que 77% dos americanos elegíveis receberam pelo menos uma dose da vacina. Em números absolutos referentes à população, 66% de todo o país receberam ao menos uma dose do imunizante, enquanto 57% já completaram o ciclo vacinal.

A diretora do Centro de Controle e Prevenção de Doenças (CDC) dos EUA, a médica Rochelle Walensky, disse que a média de sete dias de casos diários de Covid-19, que nesta quarta-feira alcançou 91.399, caiu 12% em relação à semana passada, quando chegou a 101.314. A média móvel de mortes, que hoje está na faixa de 1.730, caiu 5% em relação à semana passada, quando estava em 1.811.

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