Seis em cada dez trabalhadores se sentem sexualmente atraídos pelo chefe no trabalho, diz pesquisa

Ana Clara Veloso
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Romance no escritório sempre é um assunto polêmico. E quando o alvo do coração é o chefe? Segundo uma pesquisa da Zety Brasil, um website sobre carreira, quem passa pela situação não precisa se sentir sozinho, já que 66% dos trabalhadores admitiram que se sentem sexualmente atraídos pelo chefe. Mas é importante saber que enfrentará desafios.

Não à toa a pesquisa identificou que o número de ocorrências de namoros neste formato é bem menor: 11%. Enquanto isso, entre subordinados, os registros chegam a 24%.

— A grande maioria das empresas que eu conheço não permite relacionamento pessoal entre funcionários, mesmo que seja de parentesco, em uma mesma área. E ainda tem empresa que não permite relacionamento sequer entre trabalhadores em áreas diferentes. Então, primeiramente, é importante conhecer as regras do jogo. E ainda que seja permitido o namoro, é difícil separar as emoções e não deixar comprometer o profissionalismo do casal, pois como seres, somos um só dentro e fora do trabalho — explica Ylana Miller, especialista em Recursos Humanos e sócia-diretora da Yluminarh, acrescendo que mesmo cumprindo o dever de casa, o casal poderá estar exposto a olhares maldosos: — O mérito da pessoa subordinada vai ser colocado em dúvida. O relacionamento do líder com a equipe pode ficar delicado.

Na pesquisa, em relação a ficadas, 26% dos trabalhadores afirmam terem acontecido já no escritório. Para Ylana, isso deve ser evitado.

— Da mesma forma que em um juntar romântico com alguém que também cumpre o papel de chefia no trabalho, a pessoa não vai preencher a planilha de Excel que falta ou discutir um projeto da empresa. Tudo tem hora e lugar — pontua.