Seis em cada sete infecções por covid-19 na África não são detectadas, afirma OMS

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A meta de 10% de vacinados até 30 de setembro foi estabelecida em maio pela Assembleia Mundial da Saúde, de acordo com a OMS (AFP/Phill Magakoe)

O número real de contaminações por covid-19 na África é sete vezes maior do que as cifras oficiais, que não levam em conta os assintomáticos e não detectados por falta de testes, declarou a Organização Mundial da Saúde (OMS) nesta quinta-feira (14).

"Em 10 de outubro de 2021, o número acumulado de casos de infecção por covid-19 foi estimado em 59 milhões na África, um número sete vezes maior do que os mais de oito milhões de casos oficialmente notificados" no continente, segundo novos cálculos da OMS.

“Desde o início da pandemia, e até 10 de outubro, os países africanos realizaram mais de 70 milhões de testes de covid-19, o que representa uma ínfima parcela dos 1.3 bilhões de habitantes do continente”, ressalta o comunicado.

"As pessoas assintomáticas causam a maioria dos contágios da doença", disse Matshidiso Moeti, diretor regional da OMS para a África.

Para tentar compensar a falta de evidência, a OMS procurará melhorar o nível dos testes nos países africanos.

Por "falta de vacinas suficientes, um esforço comunitário de testes mais ativo é muito importante para reduzir a transmissão" na África, afirmou a OMS.

Cerca de 8,4 milhões de casos de covid-19 e 214 mil mortes foram registrados na África, que oficialmente é um dos continentes menos afetados pela pandemia.

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