Seis municípios alteraram o nome de março de 2019 a janeiro de 2020

Vitor Abdala - Repórter da Agência Brasil

Seis municípios brasileiros alteraram seu nome oficial entre março de 2019 e janeiro de 2020, segundo pesquisa divulgada hoje (18) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A mudança mais radical ocorreu com o município de Augusto Severo, no Rio Grande do Norte, que passou a se chamar Campo Grande.

Fortaleza do Tabocão, no Tocantins, passou a ser oficialmente denominada apenas como Tabocão. As outras quatro mudanças envolvem apenas alterações ortográficas: Ererê (CE) passa a ser chamado Ereré; São Thomé das Letras (MG) passa a ser São Tomé das Letras; Xavantes (SP) passa a ser Chavantes, e Dona Eusébia (MG) passa a ser Dona Euzébia.

Segundo o IBGE, desde 1938 já ocorreram 121 alterações de nome de municípios. A última delas havia ocorrido em 2017, quando São Luís do Paraitinga (SP) trocou o s pelo z e passou a se chamar São Luiz do Paraitinga.

Distritos municipais

O IBGE também atualizou a lista de municípios e seus distritos e subdistritos. Segundo o instituto, o país continua com 5.568 municípios, além do Distrito Federal e de um distrito estadual – Fernando de Noronha, em Pernambuco –, desde 2013.

Mas o número de distritos e subdistritos/regiões administrativas cresceu de 2018 para 2019. No ano passado, foram registrados 111 novos distritos, num total de 10.607 unidades, e três novos subdistritos, num total de 686.

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    BRASÍLIA, DF, E SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - Com 16.409 novos casos, o Brasil superou neste domingo (31) a marca de 500 mil confirmações da Covid-19 desde o início da epidemia no país, há pouco mais de três meses. Ao todo, já são 514.849 casos confirmados. O país também registrou 480 novas mortes nas últimas 24 horas, chegando a 29.314. Horas antes de os novos números da Saúde serem divulgados, o presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a contrariar orientações sanitárias de evitar aglomerações e compareceu a uma manifestação da favor do seu governo e contra o STF (Supremo Tribunal Federal) e o Congresso. Bolsonaro requisitou um helicóptero oficial para sobrevoar a Esplanada dos Ministérios. Em seguida, sem máscara, desceu e caminhou para cumprimentar apoiadores que estavam em frente ao Planalto, subindo em seguida em um cavalo. Não deu declarações. Técnicos do Ministério da Saúde alertam que o número real de casos no Brasil tende a ser maior. Entre os motivos, estão subnotificação devido à baixa oferta de testes e ocorrência de casos suspeitos ainda em análise. Boletim do próprio ministério aponta que o país segue em tendência de aumento de casos e mortes, "não sendo observados ainda sinais de desaceleração". Dados compilados pela Universidade John Hopkins (EUA) apontam que o país é hoje o segundo em número de registros da Covid-19, atrás apenas dos Estados Unidos, que soma 1,8 milhão de casos. Neste domingo (31), o governo norte-americano anunciou o envio de 2 milhões de doses de hidroxicloroquina (HCQ) ao Brasil e diz que mandará em breve mil ventiladores. "A HCQ será usada como profilático para ajudar a defender enfermeiros, médicos e profissionais de saúde do Brasil contra o vírus. Ela também será utilizada no tratamento de brasileiros infectados", diz a nota. Afirma que também que haverá um esforço de pesquisa conjunto entre Brasil e os EUA que incluirá testes clínicos controlados randomizados da substância para avaliações adicionais de segurança e eficácia. Ainda não há evidências científicas de que o uso da hidroxicloroquina tenha efeito protetor contra o coronavírus, que reduza internações ou ainda que evite mortes. Primeiro a confirmar a chegada da Covid-19, o estado de São Paulo tem hoje o maior número de registros da doença, com 109.615 casos confirmados e 7.615 mortes por coronavírus nas últimas 24 horas. Foram registrados 83 novos óbitos e 2.556 novos casos no período. A taxa de ocupação das UTIs na Grande São Paulo é de 84,7 %. No estado, é 71.6%. Há 12.920 pacientes internados, sendo 8.059 em enfermaria e 4.861 em UTI. Nesta segunda-feira (1º), sem estabelecimentos abertos, começará o processo de reabertura da economia, anunciado pelo governo João Doria (PSDB). Doria autorizou prefeituras de partes do interior e da capital iniciarem o processo de reabertura de comércio, shoppings e serviços. No entanto, isso ainda depende de decretos municipais. Na capital paulista, o prefeito Bruno Covas (PSDB) estabeleceu que cada setor econômico precisa antes aprovar protocolos antes de reabrir. O tucano, em meio ao processo de análise dos protocolos, resolveu prorrogar a quarentena até dia 15 de junho. Segundo a prefeitura, se eventualmente algum grupo conseguir a aprovação antes desta data poderá abrir mesmo assim. O processo, porém, não é simples. A avaliação inclui apresentação de protocolos de distanciamento, higiene, testagem de colaboradores, horários alternativos, agendamento para atendimento, fiscalização e apoio para que funcionários que não tenham com quem deixar seus dependentes. As propostas devem começar a chegar já nesta segunda, uma vez que há pressa entre os setores para a retomada. A ideia da área comercial é conseguir reabrir a tempo do dia dos namorados, em 12 de junho. A capacidade dos estabelecimentos deve estar limitada a 20% e por quatro horas seguidas, além de adoção de protocolos padrões e setoriais específicos, que deverão ser aprovados pela prefeitura. No caso dos shoppings, há uma proibição adicional, que se refere ao uso das praças de alimentação. São Paulo foi incluída na chamada área laranja, na classificação de cinco fases do governo: vermelha, laranja, amarela, verde e azul. Na primeira, há restrição total, que vai desaparecendo gradualmente até chegar na fase azul, de abertura. A Grande SP, por outro lado, permaneceu na área vermelha. No entanto, a situação pode mudar pois Doria subdividiu a região em cinco, cujos indicadores serão avaliados separadamente. A divisão foi feita pelas cidades da região norte, Alto Tietê, Grande ABC, regiões dos Mananciais e Rota dos Bandeirantes. O principal índice que tem sido levado em conta e que tirou a capital da zona vermelha foi a questão dos leitos. Nos bastidores, também houve pressão do prefeito Bruno Covas para a liberação para que fossem tratados dos protocolos de reabertura. Segundo os dados do governo, 90% da população do estado estão em cidades na fase de "atenção ou controle", ou seja, em que haverá algum tipo de retomada das atividades comerciais.

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