Seleção: Entenda como Vini Jr. acelera migração tática de Neymar antes da Copa

Tite prepara a seleção brasileira para enfrentar a Coreia do Sul sem contar com Vini Jr. O atacante do Real Madrid se apresentou depois do restante do grupo por ter participado da final da Champions, sábado, e será preservado do desgaste de começar o amistoso em Seul, quinta-feira. Mesmo assim, ele tem seu lugar guardado na equipe titular.

Deu sorte: Tite admite que não 'descobriu' Raphinha: 'Não estava prestando muita atenção'

O treinador dá indícios claros que já constrói a seleção brasileira para a Copa do Mundo do Catar contando com a escalação de Neymar e Vini Jr. juntos. Dupla que, três anos atrás, ocuparia a mesma faixa do campo e competiria pela mesma vaga na equipe titular. Atualmente, não.

Nos treinos que antecedem o amistoso de quinta-feira, Lucas Paquetá foi escalado aberto pela esquerda, posição que será de Vini Jr. quando o atacante for titular. Neymar, a exemplo do que aconteceu no jogo contra o Chile, pelas Eliminatórias, jogou mais centralizado e menos distante da área. Como um meia de criação mais clássico.

Essa migração tática de Neymar não é exatamente nova. Já acontece no Paris Saint-Germain, com avanços e retrocessos, desde que a equipe era comandada por Thomas Tuchel. Em 2019 e 2020, o camisa 10 atuou mais distante da grande área para acionar Cavani e Mbappé. Na seleção brasileira, porém, esse fenômeno começou mais tarde. Mais claramente apenas em 2021.

Tite, com a necessidade de melhorar a capacidade de criação do Brasil diante das múltiplas retrancas que enfrentou nas Eliminatórias, puxou Neymar para essa função mais armadora. Abriu Paquetá na esquerda. Escalou também Richarlison.

A essa altura, Vini Jr. ainda não tinha dado o salto de qualidade que deu sob as orientações de Carlo Ancelotti no Real Madrid e se tornado um nome forte para entrar na equipe de Tite. Em outras palavras: a migração tática de Neymar antecede a ascensão de Vini Jr. Mas a presença do atacante do Real, sem dúvida, acelera o processo.

Pode ser que o craque brasileiro ainda seja ponta no time francês na próxima temporada. Mas se Vini Jr. reproduzir na seleção o nível de atuações que teve na Espanha, Neymar muito dificilmente voltará a atuar aberto pela esquerda com a camisa pentacampeã.

Ausências facilitam escalação

Além de Vini Jr., os outros finalistas da Champions também começarão o amistoso contra a Coreia do Sul no banco de reservas, casos de Alisson, Militão, Casemiro, Fabinho e Rodrygo.

A decisão de preservar esses jogadores adia por ao menos um jogo decisões importantes que Tite terá de tomar em relação ao time titular. Sem Casemiro, Tite pode escalar Fred e Bruno Guimarães juntos. Quando o volante do Real Madrid estiver totalmente à disposição novamente, será titular e o treinador terá de escolher entre o jogador do Manchester United e o do Newcastle. Fred tem sequência maior na equipe, mas Bruno entrou com grandes atuações.

Outro dilema que Tite terá de resolver é quem sai para a entrada de Vini Jr. Dos quatro que formarão a linha ofensiva contra a Coreia do Sul (Raphinha, Richarlison, Neymar e Lucas Paquetá), o atacante do Everton é quem tem a titularidade mais frágil. A tendência é que ele seja banco e Paquetá, deslocado para atuar mais centralizado.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos