Selecionado para festival, ator faz vaquinha para ir a Angola

Ator que já esteve em produções da TV Globo como “Malhação”, “Zorra total”, “Rock story” e “Babilônia”, Pablo Oliveira, de 33 anos, representará o Brasil na sétima edição do Circuito Internacional de Teatro (CIT) de Angola, que, de julho a setembro, receberá companhias de diversos países para mais de cem apresentações. Oliveira apresentará dois espetáculos infantis em Luanda, ao lado de outros dois integrantes de sua companhia, a Nós do Asfalto. Isto é, se conseguir viajar: com pretensão de embarcar no dia 29, mas ainda sem recursos para financiar as passagens áreas de seus dois parceiros, o artista pede contribuições através de uma vaquinha on-line, disponível no link vakinha.com.br/grupo-de-teatro-levar-teatro-a-angola.

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Oliveira, que é morador da Taquara, e os atores Tamires Galvão e Amaral Bastos vão se revezar em diferentes papéis nos espetáculos “A cigarra e a formiga”, fábula clássica que trata do comportamento preguiçoso de uma e esforçado da outra em relação ao futuro, e “João Gordão e Maria Magrinha”, sobre dois irmãos que caçoam das condições físicas um do outro.

— No clássico, a cigarra, que só queria saber de cantar enquanto a formiga se preparava para o inverno, morre de frio quando a estação chega. Mas a formiga do meu espetáculo se propõe a dar abrigo à cigarra, desde que ela aprenda a lição e trabalhe para se manter no próximo inverno. A cigarra, por sua vez, ensina matemática e português à formiga, que só trabalha desde criança e não conseguiu estudar. A peça envolve humor, drama, brincadeira, música e dança. Já o outro espetáculo, que eu adaptei de “João e Maria”, é 100% comédia, todo mundo sai morrendo de rir, porque os irmãos se zoam de forma saudável — conta o ator.

Esta será a segunda vez que o artista participará do CIT, que este ano homenageará o centenário do primeiro presidente de Angola, António Agostinho Neto. O festival garante hospedagem e alimentação aos participantes.

— O primeiro convite da organização do festival veio em 2019. Indicaram para eles um espetáculo nosso, eles viram e nos chamaram. Fomos juntos com outras companhias brasileiras. Nesta edição, somos os únicos representantes do país. O que me deixa muito feliz de ter sido convidado de novo este ano é a oportunidade de retornar após uma pandemia que fechou teatros e deixou muitos atores parados — diz Oliveira.

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