Sem acordo com Flamengo, Rafinha 'não está nos planos do Grêmio', diz CEO

Diogo Dantas
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Mais uma vez com o nome ligado ao Grêmio em meio às negociações com o Flamengo, agora após informação do ge, o lateral-direito Rafinha não está no radar do clube gaúcho.

Quem garante é o CEO do Grêmio, Carlos Amodeo. Em contato com a reportagem do GLOBO, o dirigente afirmou por mais de uma vez que não existem conversas entre a diretoria e o estafe do jogador.

- O atleta não está nos planos do Grêmio. Não há nada - disse o CEO do clube.

A única movimentação que o Grêmio reconhece é um agente de Rafinha ter oferecido o jogador antes dele negociar com o Flamengo, depois de rescindir seu contrato com o Olympiacos, da Grécia, em fevereiro.

Segundo O GLOBO apurou, um dos empresários do jogador entrou em contato com um membro da comissão técnica do Grêmio, e sinalizou interesse em ir para o Sul.

O principal motivo seria trabalhar com o técnico Renato Gaúcho, que via no jogador um perfil interessante para reforçar sua equipe, apesar dos 35 anos.

O técnico pediu que fosse apresentada uma ideia de valores, mas não veio a resposta por parte de Rafinha. A esta altura, o jogador também já havia recebido a sinalização positiva do Flamengo.

Desde então, não houve mais contato entre Grêmio e representantes de Rafinha. Renato Gaúcho está no Rio e estava de olho no jogador, mas sua diretoria não recebeu nenhum pedido do técnico nesse sentido.

Rafinha deixou o Flamengo para jogar na Grécia em agosto do ano passado. Um mês antes, o clube terminou de pagar ao jogador as luvas pela contratação em 2019, que somaram R$ 1,8 milhão. Agora, o imbróglio que trava o retorno do lateral-direito passa pela nova composição financeira. O atleta acertou o salário, apenas, mas cobra novamente uma bonificação que a diretoria não quer arcar.

O jogador exerceu a cláusula que estava em seu acordo com o Flamengo, e permitia a saída sem multa em caso de volta para Europa. O vínculo também não previa a devolução dos valores de bonificação. Portanto, Rafinha deixou a equipe meses antes do fim do seu contrato, em junho de 2021, mas recebeu luvas por todo o período.

A situação é pauta de discussão entre a diretoria ao analisar o retorno do jogador de 35 anos. As luvas, que estão travando a negociação, foram o que levaram a chegada em 2019 demorar. Quando fechou, o Flamengo pagou R$ 1.4 milhão ao jogador e R$ 1.295 milhão ao empresário Lincoln, que também recebeu R$ 1.48 milhão pela intermediação da operação.

Em 2020, segundo balanço do Flamengo, Rafinha recebeu R$ 400 mil em luvas. Tudo foi pago antes dele sair. Restou R$ 784 mil a ser pago ao seu empresário no fim do ano. O custo total da contratação foi R$ 3.88 milhões. Agora, Rafinha viria com o salário inferior ao que recebia em 2019, mas o clube não quer pagar a bonificação pedida.

A diretoria segue com jogo duro, especialmente o departamento financeiro. O futebol tenta cumprir o que prevê o orçamento ciente de que não pode extrapolar os gastos. Rafinha segue no Rio no aguardo de um desfecho esta semana.