Sem acordo, greve na GM de São Caetano do Sul é mantida

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***ARQUIVO***SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP: Caminhões do tipo cegonha, carregado de veículos, deixam a fábrica da General Motors, em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo). (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)
***ARQUIVO***SÃO JOSÉ DOS CAMPOS, SP: Caminhões do tipo cegonha, carregado de veículos, deixam a fábrica da General Motors, em São José dos Campos (a 97 km de São Paulo). (Foto: Marcelo Justo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) -A greve iniciada nesta sexta (1º) na fábrica da General Motors em São Caetano do Sul, no ABC Paulista, está mantida até pelo menos segunda-feira (4). Uma reunião realizada no TRT-2 (Tribunal Regional do Trabalho da 2ª Região) para buscar conciliação entre os trabalhadores e a montadora terminou sem acordo.

O Sindicato dos Metalúrgicos do município calcula que cerca de 4.100 operários tenham aderido à greve. Em São Caetano, a produção diária da fábrica é de aproximadamente 750 veículos dos modelos Spin, Tracker, Joy e Joy Plus (versões antigas do Onix e do Prisma).

Foram cerca de três horas de discussões e, segundo Aparecido Inácio da Silva, o Cidão, presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do município, os representantes da GM queriam que os trabalhadores aceitassem uma "cláusula de paz". Na prática, a greve seria suspensa para que eles apresentassem nova proposta.

Porém, os trabalhadores só aceitam retomar as negociações se a empresa garantir a renovação do direito à estabilidade de emprego aos metalúrgicos com doenças ocupacionais. O acordo coletivo vigente prevê esse benefício, mas ele venceu em 31 de agosto.

"Me coloquei à disposição no fim de semana. Se eles quiserem apresentar uma proposta, eu levo para votar em assembleia às 6h de segunda-feira, mas não vamos suspender a greve sem ter nada", diz Cidão.

Caso as negociações não andem nos próximos dias, uma nova audiência deverá ser realizada no Tribunal do Trabalho na quarta (6).

Os metalúrgicos reivindicam o pagamento de 5% de aumento real mais 10,42% do INPC (Índice Nacional de Preços ao Consumidor) acumulado até setembro. Outras cláusulas econômicas preveem a correção do piso salarial, vale-alimentação entre R$ 500 e R$ 1.000, participação nos resultados e adiantamento de 13º salário.

Segundo o sindicato, a empresa ofereceu repor o INPC, mas propôs fazer o pagamento somente em fevereiro de 2022, sem retroatividade. Para compensar o intervalo, pagaria um abono de R$ 1.000 ainda neste mês.

Em nota, a GM diz esperar que a situação possa ser resolvida o quanto antes, "com um acordo viável e sustentável, e que rapidamente as operações de nossa fábrica estejam totalmente normalizadas."

Na semana em que a greve teve início, a montadora havia anunciado a retomada dos dois turnos de produção e esperava dobrar a produção do utilitário Chevrolet Tracker.

"A General Motors está fazendo todos os esforços para chegar a um acordo que seja bom para ambas as partes", afirma a empresa, em nota.

Antes do anúncio da greve, GM e sindicato tiveram sete rodadas de negociações.

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