Sem apresentar detalhes do Plano, Pazuello critica pressão por vacinas: “Pra que pressa e angústia?"

Anita Efraim
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BRASILIA, BRAZIL - OCTOBER 14: Jair Bolsonaro, President of Brazil, and Health Minister, Eduardo Pazuello during the launching of Programa Genomas Brazil amidst the coronavirus (COVID-19) pandemic at the Planalto Palace on Octuber 14, 2020 in Brasilia. Brazil has over 5.140,000 confirmed positive cases of Coronavirus and has over 151,747 deaths. (Photo by Andressa Anholete/Getty Images)
Presidente Jair Bolsonaro ao lado do ministro da Saúde, Eduardo Pazuello (Foto: Andressa Anholete/Getty Images)

O ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, apresentou nesta quarta-feira, 16, o plano nacional de imunização. Durante a fala, apesar dos mais de 180 mil mortos pelo coronavírus, o ministro questionou a pressa por vacinas: “Pra que essa angústia?”

O plano apresentado tem quatro fases. A primeira seria a realizada hoje, a apresentação do próprio plano. A segunda parte é a transferência das vacinas e do equipamento necessário aos estados da federação. Na terceira fase, os estados repassam a imunização aos municípios. A quarta e última etapa seria o monitoramento dos pacientes que receberam a vacina.

Segundo o ministro da Saúde, a segunda fase contará com apoio do ministério da Defesa para organizar o repasse de todo o material necessário para a imunização em massa. Não foram apresentados mais detalhes em relação ao plano.

Em tom conciliador, Pazuello garantiu que o governo federal dará prioridade a qualquer vacina produzida no Brasil.

“Não haverá nenhuma diferença, todas as vacinas produzidas no Brasil, no Butantan, na Fiocruz ou em qualquer indústria terá prioridade no SUS. E isso está pacificado, isso está discutido”, afirmou o ministro da Saúde, sem citar o governador de São Paulo, João Doria (PSDB).

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“Qualquer fumaça, qualquer discussão anterior, ficou na discussão. Nós estamos hoje afirmando: todos os estados, todos os brasileiros receberão a vacina de forma grátis, igualitária, proporcional, entregue nos postos de vacinação. Vacinas registradas, vacinas garantidas em sua segurança e eficácia. Nós não podemos brincar com a saúde da população brasileira.”

Segundo Pazuello, as pessoas têm “a capacidade de transcender, de superar desafios”.

O governador de São Paulo prometeu que a vacinação no estado começará em 25 de janeiro. Doria ainda prometeu que parte das doses será repassada a outros estados interessados. No entanto, a imunização produzida pelo Instituto Butantan e pela Sinovac não recebeu a autorização da Anvisa. Os documentos devem ser submetidos na agência reguladora no próximo dia 23.

Tanto o presidente Jair Bolsonaro quando Pazuello apareceram sem máscara no evento, assim como parte dos convidados. Foram feitas menções ao personagem Zé Gotinha, ícone da vacinação contra a poliomielite, que foi representado de máscara.