Sem atingir meta, ministro da Saúde faz apelo por vacinação contra poliomielite

Sem conseguir atingir a meta de vacinação contra a poliomielite, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, recorreu à rede nacional de rádio e televisão, na noite deste domingo, para fazer um apelo para que pais e responsáveis vacinem seus filhos contra a doença.

— Não podemos aceitar que ninguém, especialmente as nossas crianças adoeçam e morram de doenças para as quais já existe vacina há tanto tempo. Faço o apelo aos pais, avós e responsáveis: vacinem suas crianças contra a poliomielite. Não podemos negar esse direito ao futuro do nosso Brasil — destacou o ministro.

A taxa de vacinação contra a doença no país está inferior a 70%, distante da meta do Ministério da Saúde, que é de 90%. Em um pronunciamento de pouco mais de três minutos, onde se dirigiu à nação, Queiroga ressaltou que há 32 anos a região das Américas é considerada livre da poliomielite.

— Mas, infelizmente, as coberturas vacinais estão caindo no mundo, assim como no nosso Brasil. Situação agravada com a pandemia da covid-19. Corremos o risco de perder essa importante conquista — afirmou.

Segundo Queiroga, o Ministério da Saúde lançou, nesta semana, o plano nacional de resposta à poliomielite, que será implementado em conjunto com estados e municípios com o objetivo de manter a erradicação do vírus. O ministro disse que o Sistema Único de Saúde é “patrimônio de todos os brasileiros está preparado para essa luta”.

— Entre sete de agosto e trinta de setembro deste ano realizamos uma campanha para ampliar a vacinal. Apesar desta ação, a taxa de vacinação ainda está inferior a setenta por cento. A meta é imunizar noventa e cinco por cento das crianças abaixo de cinco anos — pontuou.

Queiroga citou a baixa adesão à Campanha Nacional e Vacinação realizada entre 7 de agosto e 30 de setembro deste ano, e reforçou que as vacinas continuam disponíveis nos postos.

O ministro afirmou que é possível atingir a meta, mas que, para isso, "é necessário o engajamento dos gestores de saúde e da sociedade civil". Ele citou como exemplo os estados da Paraíba e do Amapá, que vacinaram mais de 90% do público-alvo.