Sem basquete, Time Brasil não passará de 270 atletas

Carol Knoploch

Sem contar com a seleção feminina de basquete, que não conseguiu conquistar vaga para os Jogos de Tóquio, no Pré-Olímpico de Bourges, o Time Brasil não chegará a 300 atletas no Japão, conforme expectativa do Comitê Olímpico do Brasil (COB). Agora, a entidade trabalha com delegação de 270 atletas.

O time do técnico José Neto fechou sua participação na competição francesa sem nenhuma vitória, acumulando três derrotas: para a Austrália por 86 a 72, para França por 89 a 72 e para Porto Rico por 91-89.

Desde Barcelona-1992 que a modalidade feminina não ficava fora da Olimpíada (a última ausência foi em Seul, 1988, quando a equipe também não passou do Pré-Olímpico).

Além da seleção, o time 3x3 feminino também não conseguiu vaga e é possível que o basquete do Brasil não vá para Tóquio em nenhum dos dois naipes.

Isso porque a seleção masculina jogará seu Pré-olímpico em junho, na Croácia, e terá missão difícil. Enfrentará os donos da casa e a Tunísia na primeira fase. Dois avançam e enfrentam os dois melhores da chave que conta com Alemanha, México e Rússia. Os quatro mais bem colocados se enfrentam na semifinal, o ganhador vai à final e apenas o campeão do Pré-Olímpico que começa em 23 de junho jogará em Tóquio.

Já a seleção masculina de 3X3 terá o seu Pré-Olímpico Mundial em março na Índia. Jogará com outras 22 seleções e apenas as três melhores vão a Tóquio.

Vôlei e futebol

Das modalidades coletivas, apenas o vôlei e o futebol confirmaram até o momento times nos dois naipes.

A seleção masculina de futebol foi a última a garantir sua participação em Tóquio, após a equipe sub-23 derrotar a Argentina por 3 a 0, no último domingo, no Pré-Olímpico na Colômbia.

A seleção feminina já tinha garantido vaga em 2018, quando conquistou o sétimo titulo na Copa América -- foram as primeiras da delegação do Brasil.

Já o vôlei feminino e o masculino venceram seus Pré-Olímpicos, em 2019.

Ainda há chance para a seleção de rugby sevens masculina, que pode confirmar vaga em junho, em Pré-Olímpico, e se juntar ao time feminino que já tem vaga para Tóquio. Mesma situação vive o handebol masculino que não se garantiu via Jogos Pan-americanos -- o feminino venceu o Pan e já tem vaga.

A boa notícia é que uma combinação de resultados nos Campeonatos Europeu (Espanha vai a Tóquio como campeã) e Africano (Egito) de handebol colocaram o Brasil no Pré-Olímpico Mundial. Assim, ambas equipes não precisarão do Pré-olímpico e abriram duas vagas na competição, beneficiando o Brasil, nono colocado no último Mundial.

Serão duas vagas disputadas por Brasil, Noruega (vice do mundo, bronze no Europeu), Chile (tradicionalmente inferior ao Brasil) e Coreia do Sul (de quem o Brasil ganhou por nove gols de diferença no Mundial). O torneio, será em abril, na Noruega.

Em relação aos outros esportes coletivos, que podem aumentar o Time Brasil, o Brasil terá dificuldade no nado artístico, cuja última chance para a equipe é o Pré-Olímpico, em abril.

O pólo aquático masculino disputará o Pré-Olímpico em Roterdã, em março, com remotas chances de sucesso -- o time feminino não se classificou. Assim como o conjunto da ginástica ritmica também não terá vida fácil na última chance, no Pré-Olímpico Pan-americano, em maio.

Na ginástica artística, o time feminino, diferentemente do masculino, não conseguiu classicação e terá apenas Flávia Saraiva como representante. No hipismo, o Brasil terá equipes no CCE e Saltos, mas não em adestramento.

Nos esportes individuais, cuja classificação depende de ranking, índice, entre outros critérios, haverá disputas importantes para o pentatlo moderno, vela, wrestling, tiro esportivo, skate street e park, tênis, taekwondo, judô, tiro com arco, e escalada, entre fevereiro e março.