Sem citar Bolsonaro, filha de Brigitte Macron cria campanha contra misoginia na política

Equipe HuffPost
No vídeo, Tiphaine Auzière convida usuários a fazer parte da campanha utilizando a hashtag #balancetonmiso (“denuncie a misoginia”, em tradução livre)

A filha da primeira-dama da França Brigitte Macron, Tiphaine Auzière, se pronunciou nas redes sociais sobre os ataques de Jair Bolsonaro e do ministro da Economia, Paulo Guedes. Em um vídeo postado no Twitter na última sexta-feira (6), Auzière convocou as redes sociais para lutar contra a misoginia na política. 

Nas últimas semanas, Brigitte, que é esposa do presidente da França, Emmanuel Macron, foi alvo de comentários misóginos do presidente do Brasil e de usuários brasileiros. 

Tudo começou no final de agosto, quando um seguidor comentou em uma publicação de Bolsonaro uma foto comparando fisicamente a primeira-dama brasileira com a francesa. ”É inveja presidente do Macron, pode crê”. O presidente do Brasil, por sua vez, respondeu “não humilha cara. Kkkkkkk”, dando a entender que validava a sugestão de que a beleza de Michelle seria o motivo pelo qual Macron o criticava.

Bolsonaro chegou a apagar o comentário, mas não pediu desculpas à Brigitte ou Macron, e voltou a atacá-lo em outras ocasiões.

A situação se agravou ainda mais na última quinta-feira (5), quando o ministro da Economia, Paulo Guedes, tocou no assunto durante um evento para empresários em Fortaleza (CE) e concordou com o presidente. ”É tudo verdade mesmo e o presidente falou mesmo. A mulher é feia mesmo”, disse, sob risos da plateia. 

No dia seguinte à declaração, Tiphaine Auzière postou no Twitter uma campanha para combater o machismo na política. Sem citar Guedes e Bolsonaro, a francesa criticou a misoginia por trás destas falas e segurou um papel impresso de uma reportagem sobre as falas do ministro brasileiro. 

“Estamos em 2019 e políticos têm como alvo o físico de uma mulher também política. Vocês acreditam que isso ainda existe? Ah sim”, disse Tiphaine. 

Ela continua o vídeo dizendo que mesmo a França tem casos de misoginia e lembrou de...

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