Sem citar Bolsonaro, Pacheco diz que defesa de democracia deveria partir de todos, 'sem exceção'

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BRASÍLIA — O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), disse que é “inimaginável” ter que defender o Poder Judiciário de “ataques absolutamente sem fundamento”. A declaração enfática em defesa da democracia foi dada na noite desta quinta-feira durante a abertura do Congresso Brasileiro de Magistrados, em Salvador, na Bahia.

— É inimaginável pensar também que a essa altura nós estejamos a defender instituições, a defender o Poder Judiciário de ataques absolutamente sem fundamento algum, sem laço probatório, sem razoabilidade — afirmou.

Pacheco tem feito cada vez mais falas incisivas desde a última crise entre Poderes, cujo estopim foi o indulto presidencial concedido por Jair Bolsonaro (PL) ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ). O parlamentar bolsonarista recebeu o perdão do mandatário menos de 24 horas depois de ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal (STF) por incitar à violência contra ministros da Corte.

Poucos dias depois do caso, Bolsonaro também participou de atos cujas pautas defendiam o fechamento do Supremo e intervenção militar — manifestações que foram chamadas por Pacheco de “anomalias graves”.

Sem citar o nome de Bolsonaro no discurso que fez no evento, o presidente do Senado afirmou que a defesa da democracia deveria ser feita por “todos, sem exceção”:

— É difícil pensar que em pleno ano de 2022, com todos os problemas que temos no país, ainda precisamos ter a energia necessária para defender a democracia, que já está assimilada na sociedade e que, na verdade, devia ser uma defesa de todos sem exceção. Porque é a única forma de nós convivemos de forma harmônica e com algum progresso no nosso país.

Por fim, Pacheco condenou ataques antidemocráticos e pregou o respeito e harmonia entre os Poderes:

— Nesse ambiente que nós estamos hoje, de certa instabilidade, de ataques antidemocráticos, de arroubos que parecem popular para um determinado grupo mas que na verdade são atentados muito nocivos à sociedade brasileira, nós temos uma obrigação da união, do respeito.

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