Sem comprovação, Ministério da Saúde quer que Fiocruz divulgue cloroquina como tratamento para Covid-19

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Boxes of chloroquine distributed by the Ministry of Health are seen at the pharmacy of the Nossa Senhora da Conceicao hospital, amid the coronavirus disease (COVID-19) outbreak in Porto Alegre, Brazil, May 26, 2020. REUTERS/Diego Vara
Cloroquina tem sido usada pelo presidente Jair Bolsonaro, que voltou a testar positivo para a Covid-19 (Foto: REUTERS/Diego Vara)

O Ministério da Saúde quer que a Fundação Oswaldo Cruz, a Fio Cruz, divulgue amplamente a cloroquina e a hidroxicloroquina como medicamento indicados para tratar a Covid-19 na fase inicial da doença. No entanto, não há qualquer comprovação científica de que o remédio seja eficiente no tratamento do coronavírus.

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Segundo informações do G1, o ofício enviado à Fiocruz é de 29 de junho e foi assinado pelo secretário de Atenção Especializada à Saúde, Luiz Otavio Franco Duarte.

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido), que testou positivo para o novo coronavírus, tem feito a divulgação de que está se tratando com a cloroquina. Ainda assim, ao repetir o exame, o resultado foi positivo. A Organização Mundial da Saúde deixou de fazer testes com o medicamento, decisão motivada por estudos que mostravam que não há eficácia no tratamento.

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Após a divulgação da informação, o pesquisador Daniel Dourado, do Núcleo de Pesquisas em Direito Sanitário da USP, classificou o ofício como “lamentável do ponto de vista sanitário”. A declaração foi dada ao Jornal da USP.

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Dourado lembrou que não há provas científicas ou estúdios clínicos que mostrem eficácia do tratamento para pacientes com Covid-19. “Além do que, trata-se de ‘orientações’ que ferem a legislação sanitária brasileira”, afirmou.

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