Sem crise no topo: voos de jatinhos particulares aumentam 27%, mas continuam só para quem pode pagar muito

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SÃO PAULO - A aviação de negócios, que mobiliza as aeronaves particulares identificadas com o estilo de vida de altos executivos, celebridades e milionários, está em crescimento no Brasil em plena pandemia. Mas com custos altos, atrelados ao dólar, continua um luxo para poucos.

Após o baque inicial da pandemia, o número de voos voltou aos patamares anteriores ao coronavírus, de acordo com dados da Associação Brasileira de Aviação Geral (Abag).

De janeiro a maio deste ano, foram 134,6 mil voos em aeronaves executivas, 27,3% a mais que no mesmo período de 2020 e praticamente o mesmo número registrado no de 2019.

A alta é influenciada principalmente pelo bom desempenho do agronegócio, diz André Castellini, sócio da consultoria Bain&Company, já que boa parte da frota de aviões particulares pertence a empresas do setor.

Voar num jatinho privativo é para poucos. A aviação executiva ainda é voltada apenas aos consumidores de alto poder aquisitivo, devido aos custos elevados, atrelados ao dólar.

Um helicóptero Robinson 22, de pequeno porte, por exemplo, é vendido por cerca de US$ 200 mil (cerca R$ 1 milhão). Um avião monomotor, modelo de entrada no segmento, não sai por menos de US$ 400 mil (cerca de R$ 2 milhões).

Somam-se a isso os custos com combustível, manutenção, seguros, salários da tripulação e o aluguel de hangares para guardar os aparelhos. As três primeiras despesas são em dólar.

Leia na reportagem exclusiva do GLOBO como os endinheirados conseguem mitigar esses custos para manter um avião próprio no hangar.

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