Sem culpados e sem respostas, Manaus se organiza para sobreviver a 3° onda da pandemia

Rojefferson Moraes, professor, poeta e morador do bairro Monte das Oliveiras, na zona norte de Manaus, contraiu o vírus e até hoje segue se recuperando das sequelas. O professor só sobreviveu graças a ajuda que teve da rede de apoio, que ele mesmo ajudou a criar em sua comunidade.

O mesmo, infelizmente, não aconteceu com a avó do poeta e professor Rafael César, morador do Conjunto Hiléia, região centro-oeste de Manaus. Sua avó faleceu dia 16 de Janeiro por falta de oxigênio. Além da avó, mãe, tio e avô do professor também contraíram o vírus.

O colapso no sistema de saúde que atingiu Manaus, para o epidemiologista da Fiocruz Amazônia, Jesem Orellana, aconteceu por conta de uma má gestão da pandemia por parte do governo tanto em âmbito estadual, quanto federal.

Antes de suas histórias se cruzarem pelo luto, Rafael e Rojefferson já se conheciam pelas atuações artísticas e projetos nas comunidades de Manaus.

Foi em 2020 que Rojefferson começou em um galpão no bairro onde mora, o Coletivo Comunitário Soul do Monte.

A ideia era montar um equipamento social que agregasse várias iniciativas culturais e que também agisse de forma educativa. Envolvendo moradores da comunidade e principalmente jovens e mães que perderam seus filhos para a violência.

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