Sem flexibilização de restrições no Rio: Secretário de saúde, Daniel Soranz, diz que decreto em vigência está mantido

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RIO — Um dia após a Prefeitura do Rio anunciar um novo plano de flexibilização das medidas de restrição da cidade — sob o nome da campanha "Rio de Novo, um ano de reencontros" — o secretário municipal de Saúde, Daniel Soranz, destacou que a adesão às três fases em que foi estruturado depende do cenário epidemiológico em que o município estará em 2 de setembro, data do início deste calendário de retomadas. Três fatores são analisados para afrouxar as medidas: a entrega dos lotes de vacinas pelo Ministério da Saúde não sofrerem atrasos; a ampliação da cobertura vacinal; e um cenário favorável, no qual considera, entre outros fatores, o número de óbitos, de internações e do comportamento de variantes do vírus.

O novo plano de flexibilização, divulgado na tarde de ontem, prevê uma meta de vacinação de 90% de maiores de 18 anos, o que significa mais de 4,7 milhões de adultos. Segundo os dados do município, 57,8% da população total da cidade recebeu a primeira dose e 25,2% as duas. Durante divulgação do 30º boletim epidemiológico nesta sexta-feira, no Centro de Operações, o secretário destacou que não há alterações nas regras a serem seguidas.

— Nesse momento não há nenhuma redução de nenhuma medida restritiva. Todas as medidas restritivas na cidade estão prorrogadas, elas vão até o dia 9. Não há nenhuma alteração. Nesse momento, nada muda. É obrigatório a utilização de máscara, é obrigatório manter o distanciamento social, é obrigatório cumprir todas as medidas. A gente precisa avançar no cumprimento das medidas restritivas que já estão colocadas. É importante que todos colaborem até o mês de setembro — afirmou Soranz.

O secretário destacou que o cenário será acompanhado ao longo do mês de agosto, quando não deve haver alteração nas regras sanitárias contra a Covid-19. A prefeitura vai observar três pontos principais.

— Cenário epidemiológico favorável, com redução de casos, principalmente de casos graves e óbitos, a garantia que as vacinas programadas, garantidas sejam entregues oportunamente pelo Ministério da Saúde e a adesão da população à vacinação. Essas são as três essenciais para o processo de flexibilização a partir de 2 de setembro — pontuou o subsecretário de Vigilância em Saúde, Márcio Garcia.

Soranz reforçou que caso não seja o momento para liberações, o cronograma pode não ter início:

— São condicionantes muito importantes que podem sim gerar o adiamento da flexibilização. As medidas restritivas estão mantidas. Se não tiver esse cenário, certamente teremos o adiamento — salientou Soranz.

O decreto em vigor até 9 de agosto determina medidas como uso de máscara obrigatório; que bares, lanchonetes, restaurantes e quiosques tenham permissão para consumo apenas de clientes sentados com distância mínima de 1,5 metro; casas de espetáculo, concertos e apresentações com lotação máxima de 40% em locais fechados e de 60% em locais abertos, apenas com público sentado. Boates, danceterias e salões de dança seguem proibidos, assim como festas com vendas de ingresso em áreas públicas e particulares.

No mapa de risco apresentado no 30º boletim epidemiológico da cidade do Rio, — que avalia o avanço da Covid-19 — 12 Regiões Administrativas (RAs) estão na classificação de risco moderado, o mais baixo da escala. Já com risco alto estão as outras 21 áreas.

Na semana passada, nove RAs estavam no nível mais baixo. Seis regiões mantiveram o risco moderado nós últimos sete dias: Portuária, Bangu, Santa Cruz, Ilha do Governador, Santa Teresa e Vigário Geral. Melhoraram a avaliação: São Cristóvão, Penha, Irajá, Jacarepaguá, Barra da Tijuca e Cidade de Deus.

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