Sem França, Boulos recebe apoio do PSB e outros partidos de esquerda em ato em SP

JOELMIR TAVARES
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SÃO PAULO, SP, 20/11/2020: ELEIÇÕES-BOULOS-SP - Encontro de partidos em apoio a Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de SP pelo PSOL. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)
SÃO PAULO, SP, 20/11/2020: ELEIÇÕES-BOULOS-SP - Encontro de partidos em apoio a Guilherme Boulos, candidato à Prefeitura de SP pelo PSOL. (Foto: Marlene Bergamo/Folhapress)

SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O candidato Guilherme Boulos (PSOL) reuniu representantes de partidos que o apoiam no segundo turno, nesta sexta-feira (20), para o lançamento do que foi batizado como "frente democrática por São Paulo".

PT, PDT, PC do B, PSB e Rede, além de PCB e UP, que já tinham feito parte da coligação no primeiro turno, endossaram a campanha do PSOL e reiteraram a adesão de líderes nacionais das legendas, como o ex-presidente Lula (PT), o ex-ministro Ciro Gomes (PDT) e a ex-senadora Marina Silva (Rede).

Jilmar Tatto (PT) e Orlando Silva (PC do B), foram candidatos no primeiro turno, estavam ao lado do candidato. Márcio França (PSB) não declarou ainda seu posicionamento, apesar de a executiva nacional do partido ter decidido nesta quinta-feira (19) pelo apoio a Boulos.

A cúpula nacional da legenda repassou a orientação ao diretório municipal, que ainda não se manifestou. A reportagem não obteve contato com o presidente municipal do PSB, o vereador Eliseu Gabriel.

"Aguardo decisão do PSB local, que é estatutariamente competente para isso", disse França ao jornal Folha de S.Paulo na noite desta quinta.

No ato desta sexta, no auditório de um hotel no centro de São Paulo, o partido foi representado pelo filiado Fernando Guimarães, que discursou em nome do presidente nacional da sigla, Carlos Siqueira.

Questionado, Boulos disse ainda ter a expectativa da declaração de apoio de França, com quem rivalizou no primeiro turno pelo voto da esquerda. O postulante do PSOL disse que ambos fazem oposição a João Doria e Bruno Covas (PSDB) e que França será bem-vindo na frente que montou.

Nas falas, dirigentes partidários exaltaram a união em torno de Boulos como um marco histórico, criticaram os governos do PSDB e do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e homenagearam João Alberto Freitas, homem negro espancado por seguranças do Carrefour em Porto Alegre.