Sem Márcio França, Boulos apresenta frente de apoio para o segundo turno

Sérgio Roxo
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Fotoarena / Roberto Casimiro
Fotoarena / Roberto Casimiro

SÃO PAULO - Sem a participação de Márcio França (PSB), terceiro colocado no primeiro turno da eleição de São Paulo, o candidato do PSOL, Guilherme Boulos, apresentou nesta sexta-feira a frente de partidos que o apoiará na etapa final da disputa. Rede, PDT, PT e PCdoB se comprometeram a se engajar na campanha.

As principais lideranças nacionais dessas siglas, os ex-ministros Marina Silva, Ciro Gomes, o ex-presidente Lula e o governador Flávio Dino, não participaram nem virtualmente do ato mas já enviaram vídeos que devem ser apresentados no horário eleitoral gratuito nos próximos dias.

O PSB, partido de França, chegou a ter uma bandeira colocada na mesa do evento, mas nem o candidato nem a direção municipal da sigla compareceram. O presidente nacional do partido, Carlos Siqueira, afirmou ao GLOBO que o PSB fechou questão em favor de apoio a candidatos de esquerda e centro-esquerda nos segundos turnos pelo país, o que contempla a adesão a Boulos, mas o comando do partido em São Paulo ainda está discutindo a aliança.

Assunto: Avanço da pandemia domina debate entre Covas e Boulos em São Paulo

Terceiro colocado com 13,64% dos votos válidos no primeiro turno, França afirmou em conversa com Siqueira na noite de quinta-feira que pretende permanecer neutro no duelo entre Boulos e Bruno Covas (PSDB). Uma das justificativas apresentadas foi a decisão do PSOL de não apoiá-lo em 2018, quando enfrentou João Doria (PSDB) no segundo turno da eleição para o governo do estado.

O candidato do PSOL, porém, manifestou a esperança de ainda contar com França em sua campanha.

— Eu tenho a expectativa de que o Márcio, junto com o seu partido, com os quadros e dirigentes nacionais de seu partido por quem eu tenho muito respeito, se some conosco na campanha do segundo turno. O Márcio fez uma campanha no primeiro turno também anti-Doria, apontando os riscos que o predomínio do Doria tem para a cidade de São Paulo — afirmou Boulos.

O líder sem teto ainda disse durante o ato que, caso eleito, pretende governar junto com as forças políticas ali presentes.

Já o presidente nacional do PSOL, Juliano Medeiros, procurou dar um caráter nacional à aliança, batizada de Frente Democrática por São Paulo.

— Queremos fazer de São Paulo uma vitrine para o Brasil, uma vitrine para demonstrar que a unidade das forças democrática, populares, progressistas, é possível. Uma vitrine para mostrar que juntos podemos governar melhor, governar para quem mais precisa.

Medeiros acredita que a união pode ser modelo “para apontar projetos para o futuro”.

— A batalha que se trava hoje contra o retrocesso, e também contra a continuidade, é uma batalha de rumos para o Brasil.