Sem máscara, Bolsonaro promove aglomerações com apoiadores no litoral de SP

Guilherme Caetano
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SÃO PAULO — Enquanto a pandemia avança, o presidente Jair Bolsonaro decidiu mais uma vez passear sem máscara, promover aglomerações e cumprimentar apoiadores em Praia Grande, litoral paulista, na manhã desta quarta-feira. São Paulo vive um recrudescimento da pandemia do coronavírus. O estado registrou um aumento de 57% no número de mortes em relação ao mês passado. O crescimento no número de novos casos, por sua vez, foi de 68% no mesmo período.

Segundo especialistas, a situação pode piorar com as festas e confraternizações de fim de ano. Já são mais de 190 mil mortos em todo o país, de acordo com dados do consórcio de veículos de imprensa, composto por O GLOBO, Extra, G1, Folha de S.Paulo, UOL e O Estado de S. Paulo.

Bolsonaro está de férias na Baixada Santista desde a segunda-feira, quando participou de uma partida de futebol beneficente no estádio do Santos Futebol Clube. Ele vai passar o Réveillon no Forte dos Andradas e deve retornar a Brasília na semana que vem.

Em vídeo publicado nas redes sociais, Bolsonaro aproveitou para prestar solidariedade ao cabo da Polícia Militar Diogo Gomes de Melo, que morreu afogado na terça-feira ao salvar quatro crianças que se afogavam no mar de Itanhaém (SP). O presidente afirmou que irá comparecer ao velório de Melo.

— Ver o povo aqui na praia, né? A gente faz isso aí, se arrisca também um pouco para ver o que acontece, o que ele (o povo) tem a falar. Alguns até reclamam, direitos deles, mas sempre estaremos do lado da população. Atender ao povo é nossa obrigação. Vou fazer isso aí (cumprimentar apoiadores), repito, com algum risco. Mas você se sente reconfortado por estar fazendo a coisa certa — declarou o presidente num vídeo gravado para o Facebook.

Ele também afirmou que o governo federal não deve renovar o auxílio e criticou medidas restritivas para conter a pandemia:

— Querem que a gente renove (o auxílio emergencial), mas a nossa capacidade de endividamento chegou ao limite. A gente faz um apelo a alguns governadores que teimam em fechar tudo. Seis meses de lockdown não deu certo — afirmou Bolsonaro, embora não tenha sido implementado lockdown (confinamento total) no país.

O presidente estava acompanhado do irmão Renato Bolsonaro.