Sem Neymar, Brasil não empolga e vence a Venezuela com gol de Firmino

Diogo Dantas
·3 minuto de leitura
Brazil's Roberto Firmino (covered) celebrates with teammates after scoring against Venezuela during their closed-door 2022 FIFA World Cup South American qualifier football match at Morumbi Stadium in Sao Paulo, Brazil, on November 13, 2020. (Photo by Andre Penner / POOL / AFP) (Photo by ANDRE PENNER/POOL/AFP via Getty Images)
Jogadores do Brasil comemoram o gol de Firmino (ANDRE PENNER/POOL/AFP via Getty Images)

Depois de cinco gols sobre a Bolívia e quatro em cima do Peru, o Brasil venceu a terceira partida das Eliminatórias da Copa do Mundo de 2022, nesta sexta-feira, no Morumbi, com um placar magro e atuação nada contagiante. O 1 a 0 diante da Venezuela levou a equipe de Tite aos nove pontos, na liderança do torneio classificatório, na frente da Argentina, que empatou com o Paraguai e ficou com sete. Na terça-feira, o adversário é o mais complicado até aqui, o Uruguai em Montevidéu.

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Com seis desfalques e uma realidade de poucos treinamentos para uma reformulação em curso, Tite armou a seleção para enfrentar uma Venezuela preocupada apenas em defender. Diante de uma linha de cinco e uma de quatro bem compactas, a equipe adversária não deu espaços para o Brasil e apostou no contra-ataque. Depois de um festival de cruzamentos, Firmino fez o gol da vitória no segundo tempo, mas não houve ninguém que tenha tomado para si o protagonismo da partida. Nem Éverton Ribeiro, que assumiu a camisa 10 de Neymar, nem Pedro, que só teve 15 minutos para mostrar serviço.

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O jogo foi mastigado e desde o início um exercício de paciência. Na saída de bola, a seleção brasileira tinha uma transição lenta e pouco criativa de Douglas Luiz. Quando a bola chegava em Éverton Ribeiro, o meia já estava cercado por marcadores. Mesmo com Gabriel Jesus bem aberto na direita, e Renan Lodi apoiando bastante do outro lado, as melhores chances apareceram em jogadas aéreas.

A mais perigosa, Lodi alçou, Jesus desviou e Richarlison se esticou todo, mas jogou para fora. Fora isso, o Brasil criou poucas oportunidades em triangulações ou até jogadas individuais no primeiro tempo. A falta de Neymar era clara. Rompedor de linhas nato, o craque foi cortado por lesão muscular. Além de Neymar, houve outras cinco ausências na seleção. O lateral Gabriel Menino, os zagueiros Rodrigo Caio e Éder Militão, os volantes Casemiro e Fabinho e o meia Philippe Coutinho.

No Morumbi, só se ouvia a música de fundo simulando o canto da torcida e a voz de Tite. O treinador tentava conduzir a seleção desde a saída de bola até a tomada de decisão no campo de ataque. Não deu certo. Não faltava incentivo, faltava técnica e ideias menos óbvias entre os atletas. Tal ponto melhorou com a entrada de Lucas Paquetá no lugar de Douglas Luiz no intervalo. A troca de passes próximo da área ganhou velocidade e os espaços apareceram.

Aos 20 minutos, quando Tite preparou as entradas de Pedro e Éverton, veio o gol. Paquetá achou passe vertical para Éverton Ribeiro ir ao fundo pela direita, em jogada que não está acostumado a fazer no Flamengo. De perna direita, que não é a boa, cruzou na área. A defesa da Venezuela cortou, mas a bola sobrou para Firmino, livre, marcar.

Tite segurou as alterações, mas as fez após os 30 minutos. Saíram Richarlison e Gabriel Jesus. Cebolinha entrou aberto pelo lado direito. E empurrou Ribeiro para a ponta esquerda. As posições eram referência, mas os atletas circulavam para buscar os companheiros. E no fim do jogo chegaram a inverter os lados.

Durante a pandemia, Tite trabalhou um modelo para furar defesas fechadas, situação que já havia enfrentado na Copa do Mundo da Rússia em 2018. O trabalho para o novo ciclo está apenas no início. E o exercício sem Neymar foi importante para que o treinador lembre a dependência do seu verdadeiro camisa 10, e busque soluções coletivas e individuais para que ela diminua.

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