Sem novos ônibus, frota envelhece e ainda fica sem manutenção

·1 minuto de leitura
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo
Foto: Gabriel de Paiva / Agência O Globo

Mais de 1,8 milhão de cariocas embarcam todos os dias numa viagem marcada por preocupações. Eles saem de casa sem saber a que horas vai passar o ônibus que precisam pegar para o trabalho, já que muitas linhas desapareceram. Quando a condução chega, principalmente no rush, está lotada. Isso sem falar nos bancos rasgados, na falta de limpeza e nos pneus carecas. A pandemia agravou os sérios problemas que já vinham sendo enfrentados pelo sistema que mais transporta passageiros no Rio. Um deles é o envelhecimento da frota. Com a crise, o número de aquisições de novos veículos nos últimos meses ficou bem abaixo da média.

Os passageiros já tiveram dias melhores. Até 2016, o setor comprava 1.250 novos ônibus por ano. Esse número caiu para 600, em média, nos três anos seguintes e atingiu 236 nos últimos 12 meses, segundo o Rio Ônibus, sindicato dos empresários. Dados divulgados pela Secretaria Municipal de Transportes (SMTR) confirmam que as empresas deram uma freada na renovação da frota. Este ano, apenas 95 veículos novos entraram no sistema contra 497 no ano passado. A queda foi de 80%. Os veículos novos que foram para as ruas a partir de março tinham sido comprados antes da pandemia ou foram adquiridos no começo da quarentena.