Sem ousadia, Fluminense fracassa e má atuação aumenta vexame

Joel Silva
Sentimento é de vexame para o Fluminense (Foto: Javier Torres/AFP)


A eliminação do Fluminense na primeira fase da Copa Sul-Americana foi um duro golpe para o clube, que tratava a competição como a mais importante da temporada. É difícil apontar um culpado, mas a falta de ousadia de Odair Hellmann, tanto na escalação, quantos nas substituições, foi um dos fatores predominantes para o fiasco.

Para avançar, o Fluminense precisava de uma vitória simples ou qualquer empate por 2 a 2 em diante. Portanto era necessário marcar gols. Apesar disso, Yuri e Henrique foram titulares. Os volantes agregam pouco na criação das jogadas e não possuem características de infiltração na área. Com isso, o Tricolor teve enorme dificuldade em furar a retranca do Unión La Calera.

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Além disso, o Fluminense sofreu bastante com a falta de inspiração dos jogadores, situação que foi potencializada pela desorganização no campo ofensivo. Dessa vez o Tricolor contou com Evanilson e Marcos Paulo como titulares. Vale lembrar que as crias de Xerém foram os destaques do primeiro jogo, porém não conseguiram repetir o bom desempenho.

Sem movimentação, Marcos Paulo foi presa fácil para a marcação, tendo uma atuação bastante burocrática. Foi substituído no início do segundo tempo para a entrada de Ganso. O meia melhorou um pouco a criação do Fluminense, porém o time seguiu sem assustar o goleiro do La Calera. As chances criadas foram na base do "abafa", pouco para uma equipe bem superior ao adversário.

O vexame no Chile coloca pressão no trabalho do técnico Odair Hellmann, que caiu em desgraça junto aos torcedores na rede social. Além do aspecto esportivo, a eliminação fez o Fluminense perder a premiação de US$ 300 mil (cerca de R$ 1,2 milhões). Noite trágica que ofusca o sentimento de euforia por uma possível volta de Fred, que seria um reforço de peso para o tão sonhado título internacional, que é uma verdadeira obsessão. Fica agora a tentativa para o ano que vem.