'Sem oxigênio, hospitais de Manaus viram câmara de asfixia', diz pesquisador

Redação Notícias
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TOPSHOT - Health workers assist COVID-19 patients at the Gilberto Novaes Municipal Hospital in Manaus, Brazil on June 8, 2020. - The hospital has a new wing dedicated exclusively to give medical attention to indigenous patients infected with COVID-19. (Photo by MICHAEL DANTAS / AFP) (Photo by MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)
Falta de oxigênio tem ocorrido com frequência em hospitais em Manaus, segundo os profissionais. (Foto: MICHAEL DANTAS/AFP via Getty Images)

Profissionais de saúde que atuam em hospitais com vítimas da Covid-19 de Manaus relataram que a situação voltou a piorar. Segundo o pesquisador Jesem Oerellana, da Fiocruz-Amazônia, vídeos e áudios de servidores da linha de frente das unidades de saúde mostram que há falta de oxigênio em hospitais.

“Estão relatando efusivamente que o oxigênio acabou em instituições como o Hospital Universitário Getúlio Vargas e serviços de pronto atendimento, como o SPA José de Jesus Lins de Albuquerque. (...) Acabou o oxigênio e os hospitais viraram câmaras de asfixia”, relatou o pesquisador, em entrevista à coluna da Monica Bergamo, na Folha de São Paulo.

Segundo ele, os pacientes que conseguirem sobreviver, além de tudo, devem ficar com sequelas cerebrais permanentes.

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Uma das profissionais relatou, emocionada, à colunista que os pacientes recebendo oxigenação de forma manual, uma vez que os respiradores estão sem oxigênio.

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Ainda de acordo com a fala dela à jornalista, cada profissional consegue realizar o procedimento manual de oxigenar um paciente por no máximo 20 minutos, quando tem que ceder lugar a outro técnico, o que torna a rotina de procedimentos arriscada, insuportável e caótica.

Procurado pela Folha, profissionais da UTI (Unidade de Terapia Intensiva) do Hospital Getúlio Vargas não quiseram comentar a informação. A ligação à direção da instituição não foi atendida.