Sem público, Copa América terá jogadores testados a cada dois dias, voos fretados e controle na saída de hotel

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BRASÍLIA — Jogadores e comissões técnicas farão testes RT-PCR a cada 48 horas para conter a disseminação da Covid-19 durante a Copa América. Os protocolos sanitários, divulgados nesta segunda-feira, incluem quartos isolados, ônibus individuais e higienizados a cada uso, voos fretados e controle na saída de hotéis serão adotados. Exames, assim como possíveis atendimentos e internações, serão cobertos pelo seguro-saúde dos atletas e não utilizarão recursos do Sistema Único de Saúde (SUS).

Apesar de alertas, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, argumenta que competições esportivas ocorrem desde o ano passado sem a obrigatoriedade de imunização. Essa é uma das razões pelas quais avalia que o torneio não agregará riscos às condições sanitárias no Brasil.

— Se exigisse a vacinação ou vacinasse os atletas neste momento, eles não teriam imunidade até o início da competição. Então como essas competições têm acontecido sem a exigência da vacinação, até porque no ano passado não existia vacina e o campeonato aconteceu sem maiores problemas, então não é uma imposição. Os que estiverem vacinados, melhor. Mas não se fará um esforço para vacinar esses atletas agora até porque a vacina poderia causar algum tipo de reação — disse o cardiologista.

Diantes dos riscos, a realização da Copa América no Brasil, com apoio do governo federal, tem provocado críticas. De um lado, a pandemia se alastra ainda mais pelo país, com o prenúncio da terceira onda e a chegada das variantes delta, descoberta na Índia, e beta, oriunda da África do Sul. Do outro, pesa a acusação de assédio sexual e moral contra o agora afastado presidente da CBF, Rogério Caboclo.

Contudo, um dos principais articuladores para a vinda da competição ao país não deve voltar ao cargo, como revelou a coluna de Lauro Jardim. Conhecido como Coronel Nunes, o vice-presidente mais velho, Antônio Carlos Nunes, assumiu o cargo interinamente, por 30 dias.

Jogadores da Seleção ameaçaram boicotar o torneio, o que seria uma decisão de peso histórico. O cartola chegou a ventilar a possibilidade de substituir o atual técnico, Tite, por Renato Gaúcho. Depois de Caboclo — um dos pontos de insatisfação do grupo— sair do comando da entidade, os atletas decidiram participar da disputa.

Sem público, a competição começa no próximo domingo e vai até 10 julho, em quatro cidades-sede, concentradas na Região Centro-Oeste: Brasília, Cuiabá, Goiânia e Rio de Janeiro. Ao todo, serão 28 jogos, dez seleções e 650 pessoas envolvidas, entre jogadores e comissões técnicas, no torneio.

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