Sem poder trabalhar, Juliette Freire viveu do auxílio emergencial até entrar no 'BBB 21'

Carol Marques
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Juliette Freire foi uma das quase 70 milhões de pessoas que receberam auxílio emergencial no Brasil. Maquiadora autônoma, a paraibana recebeu a última parcela às vésperas de entrar no “BBB 21. Há quatro anos, Juliette e três amigas montaram um estúdio de maquiagem em João Pessoa, mas, com a chegada da pandemia do coronavírus, se viram sem meios de manter a agenda aberta. Esta era a única remuneração de Juliette.

“Tínhamos um espaço em comum, onde todas pagavam uma parte das despesas. Com a pandemia, a gente ficou sem atender. Além dos decretos de fechamento, as festas pararam de acontecer”, conta Deborah Vidjinsky, amiga, sócia e responsável pelas redes sociais da BBB.

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Ela conta que Juliette teve que voltar para a casa da mãe, em Campina Grande, e recorrer ao auxílio de R$ 600 mensais.

“Foi bem no meio da quarentena. Ela, na verdade, foi para a casa da mãe por causa das despesas. O aluguel, Juliette deu uma negociada, mas as outras despesas ela não estava conseguindo arcar”, relembra.

A amiga diz que Juliette ficou sem dinheiro até para comprar comida: “Nem a feira estava conseguindo fazer e teve que recorrer a empréstimo das amigas”.

Até entrar no “BBB 21”, Juliette ainda tentava se reerguer. Retornou a João Pessoa e voltou a trabalhar. “Em outubro de 2020, a gente passou a atender numa sala que fica dentro de um salão aqui em João Pessoa. Juliette atendeu até a semana de ir para o confinamento”, conta Deborah.

Elogiada pelas makes que faz na casa, até por Lumena, Juliette já disse que não pretende voltar a maquiar de forma autônoma como fazia, pois se decepcionou com as dificuldades da profissão.