Sem previsão de obra, UPA de Copacabana tem goteiras e paliativo pouco duradouro

Larissa Medeiros*
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Divulgação / Mariana Monteiro

RIO — Aparentemente, obras para acabar definitivamente com as goteiras crônicas na UPA de Copacabana são um sonho inalcançável para os pacientes da unidade. Na semana passada, o ponto de atendimento recebeu um novo paliativo: uma lona na cobertura, que em menos de sete dias já apresentou problemas.

Mariana Monteiro, que mora ao lado do posto, conta que a antiga lona já estava desgastada, e a nova parece que não vai durar muito.

— Esse novo material foi colocado há pouco tempo, e bastou um pequeno vento para ele sair do lugar. Imagina com uma chuva forte de verão, comum nos próximos meses — diz a moradora, afirmando que a cobertura se soltou do telhado pouco mais de dois dias após a instalação.

Segundo a Secretaria estadual de Saúde, responsável pela administração da unidade, o problema com o teto foi identificado em março. Apesar disso, pouco ainda foi feito para agilizar a conclusão da obra no local, que atende pessoas com Covid-19.

A moradora Luana Santos conta que foi até a unidade no mês passado já com sintomas da doença e encontrou buracos no forro da UPA e aglomeração, devido às goteiras.

— Com o lugar das goteiras isolado, a sala de espera diminuiu, deixando todos os pacientes próximos uns dos outros. Nem todos fazem o uso adequado de máscaras, e não há sequer um funcionário para alertar as pessoas. Sou aposentada e não tenho plano de saúde. Seria ótimo se a UPA funcionasse com mais conforto — diz ela.

De acordo com a secretaria, há um processo de aquisição dos itens necessários para consertar o telhado. Entretanto, devido à pandemia, a entrega foi afetada, o que alterou a data da reforma. Além disso, a pasta afirma que estuda outras melhorias na unidade.

*Estagiária, sob a supervisão de Milton Calmon Filho