Sem provas, Bolsonaro associa Lula a narcotráfico em entrevista a TV

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O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)
O ex-presidente Luiz Inacio Lula da Silva (Foto: Ueslei Marcelino/Reuters)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) acusou seu principal adversário na campanha eleitoral à Presidência, o petista Luiz Inácio Lula da Silva, de ter relações com narcotraficantes, segundo a tradução de entrevista concedida neste domingo (31) à emissora italiana SkyTV24. 

Nos trechos já divulgados pelo canal, o tradutor fala por cima da voz de Bolsonaro, o que não permite saber quais foram as palavras exatas usadas pelo presidente. A Folha de S.Paulo pediu ao governo federal a gravação original, em português, mas não a recebeu até a publicação desta reportagem. 

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De acordo com o material exibido, o presidente brasileiro disse à jornalista Michele Cagiano: "Lula quase levou à falência a nossa empresa petrolífera, a Petrobras. É uma longa história. A sua liderança política começa com as Farc colombiana. A partir deste momento começou a sua relação com o narcotráfico. O milagre que salvou o Brasil foi a nossa chegada em 2018". 

A entrevista foi gravada às 7h30 da manhã deste domingo, último dia da reunião de cúpula do G20, onde os líderes das maiores economias do mundo se comprometeram a conter emissões de gás carbônico e distribuir vacinas contra a Covid-19. 

Segundo Bolsonaro, Lula o acusa de genocídio "porque é um oportunista" e negou ter falhado no combate ao coronavírus. "Gastamos 100 bilhões de dólares. Demos fundos, meios e também profissionais para combater a pandemia, além de remédios".  

O presidente, de acordo com a tradução, afirma que "o chefe do Serviço Secreto da Venezuela, preso faz pouco tempo, disse que Lula recebia dinheiro, e todas as autoridades de esquerda recebiam financiamentos do narcotráfico, fundos enviados também à Espanha". 

Na entrevista, ele também afirmou, de acordo com a tradução: "Nós sempre fomos a favor da vacina. Eu destinei muitos fundos para a compra das vacinas e isso aconteceu. Porém eu penso que os médicos devem ter a autonomia sobre como tratar o paciente e qual remédio escolher para a cura". 

Em outro ponto em que é criticado pela comunidade internacional, o da proteção à Amazônia, disse que "o setor zootécnico [tradução provável para agropecuária] gera emissões de gases poluentes", mas "a Amazônia não está queimando porque é uma floresta úmida, pega fogo só nas áreas periféricas". 

"Tem também os desmatamentos ilegais que nós combatemos. Tanto é que este ano estamos indo tão bem que a imprensa não diz mais nada sobre isso".

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