Sem provas, Bolsonaro diz que foi “roubado demais” na eleição que venceu

Colaboradores Yahoo Notícias
·1 minuto de leitura
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the National Flag Day celebration at Planalto Palace in Brasilia, on November 19, 2020. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)
Brazilian President Jair Bolsonaro gestures during the National Flag Day celebration at Planalto Palace in Brasilia, on November 19, 2020. (Photo by EVARISTO SA / AFP) (Photo by EVARISTO SA/AFP via Getty Images)

O presidente Jair Bolsonaro (sem partido) voltou a acusar a eleição de 2018, da qual saiu vitorioso, de fraude. Sem apresentar provas que fundamentassem suas alegações, o chefe do Executivo afirmou que foi “roubado demais” porque, segundo ele, “teve muito voto”.

“Alguns falam que eu fui eleito nesse sistema. Fui eleito porque tive muito voto. Fui roubado demais, quem reclamou que foi votar no 13, tinha problema. Mas reclamou muita gente que foi votar no 17”, disse Bolsonaro no Palácio da Alvorada, na última sexta-feira (20).

Leia também

Em março, o presidente disse ter “provas” de fraude na eleição de 2018, porém até hoje não as apresentou publicamente.

O presidente, que defende a votação impressa, também voltou a levantar dúvidas sobre a segurança da urna eletrônica, após o atraso na totalização dos votos do primeiro turno das eleições municipais, no último domingo.

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), Luís Roberto Barroso, explicou que a apuração demorou em função com a falta de testes em um supercomputador, sem qualquer relação com fraudes ou ameaça ao resultado das urnas.

Desde 1996, o Brasil adota o voto em urna eletrônica e jamais registrou qualquer episódio consistente de irregularidade no processo eleitoral.

Em setembro, o plenário do Supremo Tribunal Federal (STF) declarou inconstitucional a impressão de um comprovante de votação pela urna eletrônica, conforme previa a minirreforma eleitoral de 2015.