Sem socorro da União, governo do estado pode deixar de pagar salário de julho do funcionalismo

Camilla Pontes
O secretário estadual de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho

Sem a ajuda financeira do governo federal de R$ 10 bilhões, o Estado do Rio não terá dinheiro para pagar o salário de julho (pago em agosto) dos servidores, aposentados e pensionistas. Foi o que afirmou o secretário estadual de Fazenda, Luiz Claudio Rodrigues de Carvalho, durante entrevista ao RJTV desta quarta-feira (dia 29).

— Essa ajuda está em negociação junto ao governo federal, tramita no Senado e é aquela que faz com que nós consigamos atravessar a crise, portanto, o mais importante nesse momento é deixar claro para a população do estado o Rio que sem esse socorro da União efetivamente teremos dificuldades muito sérias, tanto para pagar fornecedores como para pagar a folha de servidores a partir do mês de agosto — disse.

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Carvalho explicou que o estado já perdeu cerca de R$ 4 bilhões da arrecadação do ICMS e deve perder cerca de 30% das receitas em 2020, mais do que R$ 15 bilhões, incluindo a queda da arrecadação dos roylaties do petróleo, com o orçamento de aproximadamente R$ 70 bilhões. O Estado do Rio precisa de um socorro de R$ 10 bilhões para conseguir pagar o funcionalismo e servidores:

— O estado estima perder R$ 15,7 bilhões. Nós precisamos de uma recomposição da ordem de R$ 10 bilhões. Neste mês de abril, nós perdemos um pouco mais de R$ 700 milhões, ainda assim, conseguiremos enfrentar e pagar todos os nossos compromissos. Devemos perder mais R$ 1,2 bilhão no mês de maio, e a assim sucessivamente — explicou o secretário, que disse que  o governo precisa da ajuda da União no mês de maio para recompor as perdas da arrecadação do ICMS.

A folha do funcioanlismo do Estado do Rio custa por mês R$ 2,3 bilhões aos cofres públicos. O secretário ressaltou que a prioridade do governo é honrar os pagamentos em dia, tanto dos servidores, quanto dos fornecedores.

— Temos feito todo esforço para que isso não aconteça. O governador Witzel coloca como prioridade absoluta pagamento em dia com o funcionalismo público, assim como o pagamento em dia dos fornecedores. Foi isso que nós conseguimos fazer ao longo do ano de 2019.

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