Sem vacina, mulher de Zé Trovão é impedida de visitá-lo na prisão

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  • Alexandre de Moraes
    Jurista, magistrado e ex-político brasileiro, Ministro do Supremo Tribunal Federal
Foto: Reprodução
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  • O bolsonarista Zé Trovão não pôde receber a visita da mulher na prisão

  • Ela não se vacinou contra a covid-19 e foi impedida de entrar na sede da PF, em Joinville (SC)

  • Zé Trovão está preso desde 26 de outubro por articular atos antidemocráticos em 7 de setembro

Preso desde 26 de outubro por articular atos antidemocráticos em 7 de setembro, Zé Trovão, apoiador do presidente Jair Bolsonaro (PL), não pôde receber a visita da mulher na sede da Polícia Federal, em Joinville (SC). Ela não se vacinou contra a covid-19 e foi impedida de entrar na cadeia.

Segundo reportagem do portal Metrópoles, a mulher Zé Trovão, que não milita publicamente e se identifica apenas como Jéssica, reclamou que não conseguiu visitá-lo no canal do marido no Telegram, única rede ativa do bolsonarista, que teve o Instagram e o Twitter suspensos pela Justiça.

"Hoje eu teria uma visita presencial com o Marcos [nome verdadeiro de Zé Trovão], porém fui barrada na portaria por não ter as vacinas, não fui avisada nem comunicada que precisaria disso! É inacreditável", escreveu ela no aplicativo de mensagens.

"Eu esperei por um mês ver [sic], sentir o meu marido e fui proibida, está tudo invertido, mas acredito em um Deus, forte e poderoso e tudo vai dar certo", complementou.

Zé Trovão, que se autointitulava caminhoneiro, estava foragido no exterior havia meses. Foi localizado no México em setembro, pela Polícia Federal. Ele é apontado como um dos líderes da paralisação de caminhoneiros no dia 7 de setembro, que trazia pautas antidemocráticas, como ataques ao Supremo Tribunal Federal (STF).

O bolsonarista deixou o Brasil mesmo antes de receber uma ordem de prisão, que posteriormente foi decretada pelo ministro Alexandre de Moraes, do STF. No México, ele continuou a organizar os atos anti-democráticos do dia 7 de setembro.

Em agosto, Zé Trovão foi alvo de mandados de busca e apreensão por suspeita de articular manifestações no dia 7 de setembro. Em decorrência da investigação, ficou proibido de usar as redes sociais. Ainda assim, participou de uma transmissão de vídeo feita pelo blogueiro bolsonarista Oswaldo Eustáquio, na qual continuou incitando a realização de atos contra o STF. Por isso, a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu sua prisão, que foi determinada pelo ministro Alexandre de Moraes.

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