Sem vacina, OMS pede que farmacêuticas adiantem entregas para proteger países pobres

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GENEBRA — O chefe da Organização Mundial da Saúde (OMS) pediu que os fabricantes de vacinas contra Covid-19 disponibilizem doses ao esquema de compartilhamento de vacinas Covax antes do planejado devido a uma escassez de suprimentos causada pela interrupção das exportações indianas.

A Covax, que fornece doses a países mais pobres, entregou menos de 40% das doses que pretendia distribuir até agora. A iniciativa depende muito das exportações de vacinas da AstraZeneca feitas pelo Instituto Serum da Índia, mas muitas destas estão sendo usadas no próprio país, que enfrenta uma grave segunda onda de infecções.

A urgência cresce de maneira acentuada em países vizinhos como Nepal e Sri Lanka, assim como em nações da América Latina, entre outras regiões.

Nesta segunda-feira, o chefe do Fundo de Emergência Internacional das Nações Unidas para a Infância (Unicef) pediu aos países do G7 que doem vacinas como medida de emergência para compensar a carência, estimada em 140 milhões de doses, até o final de maio.

"Embora agradeçamos o trabalho da AstraZeneca, que vem aumentando constantemente a velocidade e o volume de suas entregas, precisamos que outros fabricantes sigam o exemplo", disse o diretor-geral da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, em uma entrevista coletiva virtual.

Ele pediu especificamente à Pfizer que adiante a entrega de cerca de 40 milhões de doses na segunda metade do ano e à Moderna que disponibilize neste ano doses prometidas para 2022.

"Precisamos de doses já, e pedimos a eles que adiantem as entregas o mais cedo possível", disse.

Na semana passada, Adhanom alertou sobre os riscos da “vacinação lenta” no combate ao vírus, estimando que apenas 0,3% das vacinas estão chegando aos países de baixa renda.

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