Sem vacinas próprias para crianças no país, SP tenta negociar diretamente com a Pfizer

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SAO PAULO, BRAZIL - NOVEMBER 19: Governor of Sao Paulo Joao Doria (L) talks to Dr. Jean Gorinchteyn (R) Sao Paulo state Health Secretary during a press conference to give updates about the development of the vaccine Coronavac of Chinese laboratory Sinovac Biotech at Palacio Bandeirantes on November 19, 2020 in Sao Paulo, Brazil. The batch with the first 120,000 doses of the CoronaVac vaccine arrived in Sao Paulo today. The material imported from China is being developed by the Chinese laboratory Sinovac, in partnership with the Butantan Institute. CoronaVac is one of four candidates for the vaccine against coronavirus that are being tested in Brazil, but has not yet had authorization from the National Health Surveillance Agency (Anvisa) to be applied in Brazil. (Photo by Rodrigo Paiva/Getty Images)
Governador de São Paulo, João Doria, e o secretária de Saúde, Jean Gorinchteyn (Foto: Rodrigo Paiva/Getty Images)
  • São Paulo cobrou o Ministério da Saúde pela disponibilização de doses da vacina da Pfizer para crianças

  • João Doria quer negociar compra do imunizante diretamente com a Pfizer

  • Anvisa aprovou uso da vacina de crianças no Brasil, mas imunizante adequado não está disponível no Brasil

O governo de São Paulo cobrou o Ministério da Saúde para garantir doses da Pfizer adequadas para crianças de 5 a 11 anos. Na última quinta-feira (16), a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo enviou um ofício ao governo federal pedindo a liberação e disponibilização imediata do imunizante.

Além disso, segundo informações da colunista Monica Bergamo, da Folha de S. Paulo, o governador João Doria (PSDB) pediu para que a Secretaria de Saúde negocie diretamente com a Pfizer para adquirir os imunizantes.

Na última quinta, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou o uso da vacina da Pfizer em crianças. A dose utilizada em pessoas de 5 a 11 anos é diferente daquela administrada a partir dos 12 anos e corresponde a um terço da dose original. No entanto, a vacina adequada para esta faixa etária ainda não está disponível no Brasil. 

“SP tem urgência em avançar na imunização desse grupo, mas as doses de Pfizer disponíveis atualmente diferem em aspectos como composição, dosagem, rotulagem, apresentação e especificações técnicas requeridas para aplicação em crianças, conforme instruções do próprio fabricante”, declarou o governo de São Paulo em nota, divulgada nas redes sociais.

A Anvisa recomendou que fosse feito um treinamento específico nos profissionais da Saúde que irão aplicar o imunizante, para evitar confusões. Os rótulos também têm cores diferentes, com o objetivo de diferencias as doses, sendo a para crianças laranja e a para maiores de 12 anos, roxo.

TEVEROLA, ITALY - 2021/12/16: Two vials of Pfizer Comirnaty vaccine: the one with the cap used for vaccinating adults and the one with the orange cap used for vaccinating children. (Photo by Marco Cantile/LightRocket via Getty Images)
Vacina com rótulo roxo é para adultos e laranja é para crianças (Foto: Marco Cantile/LightRocket via Getty Images)

O governo paulista também afirmou que na quarta-feira (15), o Instituto Butantan fez um novo pedido para autorização do uso da CoronaVac em crianças e jovens entre 3 e 17 anos. Hoje, o imunizante só pode ser usado em maiores de 18 anos.

Queiroga quer “ouvir especialistas”

Após a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) recomendar a vacinação de crianças de 5 a 11 anos contra covid-19, o ministro da Saúde, Marcelo Queiroga, disse que ainda quer ouvir especialistas e a sociedade antes de começar a vacinação do grupo.

O diretor-presidente da Anvisa, Antonio Barra Torres, respondeu à declaração nesta quinta-feira (16), em entrevista ao canal Globo News.

"Não trata-se apenas de uma decisão dos comitês técnicos da agência com seus mais de 20 anos de experiência. (...) As sociedades médicas (também) nos deram a segurança para promulgar a decisão que fizemos com base técnica, nada de política, nada de outras influências", declarou Barra Torres. "E o que esperamos agora é uma análise o mais rápida possível (por parte do ministério)", completou.

"Eu tenho certeza que o senhor ministro de estado, ao contatar essas entidades, terá logicamente os mesmos pareceres que nós tivemos e hoje foram colocados em público", disse.

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