Sem vice, Garcia enfrenta pressão de aliados e vê União Brasil flertar com Haddad

Às vésperas da convenção tucana neste sábado, o governador Rodrigo Garcia (PSDB) ainda tem de lidar com indefinições em sua chapa e enfrenta pressão do União Brasil para indicar o vice, também reivindicada pelo MDB. O partido liderado por Luciano Bivar, pré-candidato à Presidência, intensificou conversas com o candidato petista ao Palácio dos Bandeirantes, Fernando Haddad, deixando em aberto um possível desembarque da chapa do tucano caso não haja consenso.

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Dirigentes do União argumentam que o apoio da sigla nascida da fusão do DEM com PSL quase dobra o tempo de televisão de Garcia —que saltará de 2 minutos e 40 segundos para mais de quatro minutos —, o que seria motivo suficiente para haver preferência na indicação.

Por outro lado, emedebistas afirmam que o governador selou um acordo com o ex-prefeito paulista Bruno Covas para a escolha do nome. Após a morte de Covas, no ano passado, esse direito passaria para o prefeito Ricardo Nunes (MDB). Não por acaso, o ex-secretário municipal de Saúde Edson Aparecido, que é um dos fundadores do PSDB, deixou a sigla há três meses para entrar na chapa como vice. E o fez com o aval, segundo pessoas próximas, de tucanos históricos como o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, o senador Tasso Jereissati (PSDB-CE) e o próprio Bruno Araújo, que preside a sigla.

Garcia tem repetido a aliados que deve estender até o dia 5 de agosto a escolha do vice, prazo final previsto em lei. Nos últimos dias, cresceu na campanha a ideia de ter uma mulher ocupando a vaga, cenário que favorece os emedebistas, que dispõem de nomes como a ex-prefeita de Itapetininga Simone Marqueto (MDB) e da ex-promotora de Justiça Gabriela Manssur, pré-candidata a deputada federal do MDB, e que ganhou visibilidade após sua atuação nos casos João de Deus e Saul Klein. Recentemente, ela esteve ao lado de Garcia numa agenda pública. A presidente do Podemos, Renata Abreu, também é cotada para o posto.

Um dirigente do União ouvido pela reportagem disse que não há possibilidade de abrir mão do vice. Entre os nomes que despontam no partido estão o do ex-ministro Henrique Meirelles, do economista Marcos Cintra, ligado a Bivar, e do deputado Geninho Zuliani.

A vaga do Senado, que chegou a ser reservada pelo apresentador José Luiz Datena (PSC) quando ainda pertencia ao União Brasil, também segue indefinida. Os tucanos querem emplacar o ex-senador José Aníbal, enquanto o Podemos tem como pré-candidato o deputado estadual Heni Ozi Cukier.

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