Sem Yaya, sem problema: plano do Botafogo é valorizar a base

Sergio Santana


Yaya Touré é página virada. Desde a semana passada, com o anúncio do marfinense junto a Leven Siano, candidato à presidência do Vasco - e, posteriormente com o próprio jogador afirmando que não viria ao Brasil por problemas pessoais -, a cúpula do clube de General Severiano resolveu deixar o tema do jogador africano para trás.

Se fora de campo a prioridade é o silêncio para fechar os últimos detalhes para a Botafogo S/A, dentro das quatro linhas o foco é valorizar quem está no elenco. O plano é, principalmente, valorizar os jovens jogadores - já que a tendência, com a chegada do clube-empresa, é que a espinha dorsal da equipe seja composta, em grande maioria, por atletas com idade baixa.

Neste contexto, Caio Alexandre, com contrato renovado até dezembro de 2022 recentemente, terá importância. O meio-campista, que vinha sendo titular com Paulo Autuori até a paralisação das competições por conta da pandemia do coronavírus, agrada a comissão técnica do Alvinegro e a tendência é que permaneça sendo o homem de confiança no meio-campo quando tudo voltar.

A diretoria entende que o maior bem que o Botafogo possui são os atletas que ele mesmo produz. Neste momento de transição, o Comitê Executivo de Futebol busca valorizar ainda mais os jovens - a única exceção, neste caso, foi Marcinho. A diretoria não conseguiu chegar a um consenso na renovação com o lateral porque ele entende que seu ciclo no Alvinegro chegou a um fim.

Se o plano inicial era moldar um meio-campo com Yaya Touré, agora a prancheta está alinhada a Caio Alexandre ou qualquer outro jovem jogador. O tempo é de valorizar as categorias de base.