Semana de Cano no Vasco tem busca por casa, dificuldade com português e boa impressão

Bruno Marinho

Germán Cano tem uma semana de treinos no Vasco e uma penca de coisas para processar. Na quarta-feira, ele ficou mais perto de ser escalado na partida de domingo, contra o Bangu, ao saber que clube e Jorge Henrique chegaram a um acordo para que a dívida de R$ 1 milhão não o impeça de ser inscrito pelo cruz-maltino. Mas há outras tantas pendências que levará mais tempo para resolver.

Por enquanto, mora em um hotel na Barra da Tijuca acompanhado de um amigo que trouxe da Colômbia. Quando não está treinando, está atrás de uma casa no Rio para trazer a mulher, Rocío, e o filho, Lorenzo, de 1 ano. Por enquanto, eles estão na Argentina e deverão ver de longe a estreia de Cano pelo Vasco.

A primeira impressão da cidade foi positiva. Cano deixou Medellín e sua temperatura amena, mesmo no verão, para experimentar o fervo do calor carioca. Os relatos dão conta que suporta bem o termômetro beirando os 40°C durante os treinos em tempo integral.

O entrosamento com o grupo vem aos poucos. O idioma ainda é uma barreira, mas ele se esforça para aprender as primeiras palavras em português. Diferentemente de outros estrangeiros, que chegaram ao Vasco e encontraram no elenco outros nativos da língua espanhola, ele está sozinho. Por enquanto, ainda é tido como um cara tímido, mas que tenta se enturmar.

Bom para o argentino é que, como dizem, a linguagem da bola é universal. Se tudo der certo e a diretoria regularizá-lo na Federação de Futebol do Estado do Rio a tempo, Abel Braga deverá escalá-lo contra o Bangu ao lado de Talles Magno e Marrony. E com os dois garotos que tenta trocar mais ideias e alguns lances em atividades no CT do Almirante já mostraram sintonia no trio.

Na quarta-feira, ele fez dupla com Talles no treino de finalizações. Chamou a atenção pela precisão nos arremates, maior do que a do jogador de 17 anos. Seu tempo de Vasco é curto, mas já foi suficiente para deixar boa impressão.

— Ele é um centroavante diferente, não é daqueles que ficam parados lá na frente — explicou o zagueiro Werley: — Ele tenta dar o mínimo de referência para o zagueiro, se movimenta bastante, faz diagonais curtas e chuta muito bem com as duas pernas. Estamos muito felizes em ter um atleta desse nível, até para garotada ter uma referência no ataque. Que ele possa ter um excelente ano e dê muitas alegrias ao torcedor.

Resolvido o problema com Jorge Henrique, o Vasco tem até sexta-feira para finalizar a parte burocrática e regularizar o nome de Germán Cano na Ferj. A tendência é que consiga.

Nesta quinta-feira, às 19h15, o Vasco enfrenta o Goiás pelas oitavas de final da Copa São Paulo de futebol Júnior. Quem vencer terá pela frente Grêmio ou Atlético-MG.