'Semicaveirinhas' da PM começam a patrulhar vias expressas em agosto

Depois das picapes blindadas da Polícia Rodoviária Federal (PRF), apelidadas de “caveirinhas”, uma referência aos “caveirões”, blindados da polícia fluminense, é a vez da Polícia Militar do Rio usar veículos semiblindados. A vulnerabilidade de policiais militares no patrulhamento das ruas do estado sempre foi o calcanhar de Aquiles da corporação. Em agosto, segundo o secretário estadual de Polícia Militar, o coronel Luiz Henrique Pires Marinho, chegarão 110 picapes e 250 SUVs resistentes a tiros de fuzil, que serão usadas no policiamento de vias expressas como Linha Vermelha e as avenidas Brasil e Pastor Martin Luther King.

A blindagem dos veículos é parcial, com proteção nas partes lateral, dianteira e traseira. A corporação investiu R$ 81 milhões nas novas viaturas policiais.

— Os veículos semiblindados era um projeto antigo da corporação. Essa blindagem é suficiente para proteção do policial em vias expressas nas ações de patrulhamento e no entorno de áreas conflagradas. Com o policial militar protegido, haverá mais condições de ele exercer seu papel dar segurança à sociedade — comentou o secretário.

Perguntado se a corporação estudava a compra de veículos totalmente blindados, como os da Polícia Rodoviária Federal, o coronel Henrique explicou que o assunto está em estudo. Na operação da Vila Cruzeiro, no último dia 24, que resultou, segundo a Polícia Civil, em 23 mortes, o transporte de militares do Batalhão de Operações Especiais (Bope) foi feito em Viaturas Blindadas de Operações Táticas (VBOT) da PRF. Os veículos caíram no gosto da tropa de elite, justamente por serem menores e mais ágeis, para vencer as barricadas reforçadas do tráfico aos acessos do Complexo de favelas da Penha. Logo receberam os apelidos de “blindadinhos” ou “caveirinhas”, uma referência aos “caveirões” do Batalhão de Operações Especiais (Bope), bem maiores e pesados.

O uso de veículos semiblindados é uma das medidas da corporação para reduzir a vitimização policial em serviço. Só este ano, três policiais morreram e outros 40 ficaram feridos em ações violentas enquanto trabalhavam no patrulhamento das ruas.

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