‘Sempre soube que seria criticada’, diz Manuela Dias, autora de 'Amor de mãe'

Marcelle Carvalho
Manuela Dias se orgulha do que tem visto no ar em sua primeira novela

Estreante em novelas, a autora Manuela Dias se diz satisfeita com o que tem visto em "Amor de mãe" e cita inúmeras grandes cenas do folhetim, até agora, na sua visão:

— Cada personagem tem seu grande momento e os atores aproveitam tudo. Lurdes encontrando Sandro, perdoando Kátia na hora da morte, a formatura de Camila, ela ainda falando sobre o direito de ser frágil… Ainda tem a morte do filho de Raul, as cenas de abuso de Betina, o reencontro de Lurdes com a mãe. Vitória pedindo desculpas a Sandro… Danilo descobrindo que é adotado, Lurdes com medo de avião... — enumera Manuela, que não esconde a surpresa pela atuação de Pedro Guilherme Rodrigues, o Tiago, filho de Vitória: — Esse menino é uma revelação!

Apesar de ainda não conseguir analisar a novela (“gasto toda minha energia para escrevê-la!”, diz), a autora se sente à vontade com a pegada de seriado que “Amor de mãe” tem. Além disso, ela afirma não temer as críticas, que apontaram as cenas escuras e as histórias pesadas, sem um núcleo de humor, como um problema na trama:

— Muitas séries estão se “novelizando”, novelas se “serializando”. Essa mistura de gêneros é natural e sempre existiu. Fazer uma novela é um processo longo, de exposição intensa. Ainda mais no horário das nove. Eu sempre soube que seria criticada por uma coisa ou outra. Mas dentro desse turbilhão que sempre esteve previsto, o cerne é que eu me identifico e me orgulho de cada palavra e cada cena de cada um dos capítulos. Só escrevi o que acredito e me orgulho da forma como o Zé (José Villamarim, diretor artístico) dirige a novela. Ele nunca faz por menos, em nenhuma cena se economiza esforço ou afeto. Fazer assim, com essa dedicação artesanal, numa escala industrial como a novela demanda, é um trabalho hercúleo por parte de todos. Tenho profundo respeito e admiração por toda a equipe da novela e por todo o elenco por isso.