Senado aprova criação de comissão para acompanhar caso de desaparecidos na Amazônia

Pessoas seguram faixa durante vigília após o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Pereira

Por Ricardo Brito

BRASÍLIA (Reuters) - O plenário do Senado Federal aprovou a criação de Comissão Externa Temporária que investigará o caso envolvendo o desaparecimento do jornalista britânico Dom Phillips e do indigenista Bruno Araújo Pereira na região do Vale do Javari, no Amazonas, desde o dia 5 de junho.

O pedido, apresentado pelo senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) na segunda-feira, prevê que o colegiado deve atuar durante 60 dias e também apurar o aumento de casos de violência na Amazônia.

O colegiado será composto por nove membros titulares, que devem ser indicados em até 24 horas.

Na véspera, antes de aprovar o requerimento de criação da comissão e comentado o desaparecimento de Dom Phillips e Bruno Pereira, o presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), havia afirmado em plenário que a Casa não pode "fechar os olhos" e precisa reagir de forma "organizada" para enfrentar os problemas de criminalidade na Amazônia.

Pacheco, que prestou solidariedade às famílias dos desaparecidos, afirmou que, caso confirmados, o assassinato de ambos configura uma "atrocidade". Por isso mesmo, defendeu que o Senado possa se juntar às forças policiais e aos órgãos de fiscalização ambiental para atacar os problemas na região amazônica e contribuir com sua função legislativa.

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