Senado aprova intervenção federal no DF com voto contrário de bolsonaristas

BRASÍLIA, DF, 09.01.2023 - REUNIÃO-DF: O presidente Lula (PT) se reúne com governadores dos estados, com a cúpula do poder judiciário e com os ministros do STF Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, no Palácio do Planalto, em Brasília, para falar sobre os atos golpistas promovidos por golpistas de extrema direita no último domingo (8). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)
BRASÍLIA, DF, 09.01.2023 - REUNIÃO-DF: O presidente Lula (PT) se reúne com governadores dos estados, com a cúpula do poder judiciário e com os ministros do STF Rosa Weber, Luís Roberto Barroso, Ricardo Lewandowski e Dias Toffoli, no Palácio do Planalto, em Brasília, para falar sobre os atos golpistas promovidos por golpistas de extrema direita no último domingo (8). (Foto: Pedro Ladeira/Folhapress)

BRASÍLIA, DF (FOLHAPRESS) - O Senado Federal aprovou nesta terça-feira (10) a intervenção federal na segurança do Distrito Federal, medida decretada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo (8), enquanto golpistas invadiam os prédios dos Três Poderes.

O decreto foi aprovado de forma simbólica, sem a contagem de votos, mas oito senadores bolsonaristas votaram contra, incluindo o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), Flávio Bolsonaro (PL-RJ), líder do PL na Casa.

Os senadores Carlos Portinho (PL-RJ) -ex-líder do governo Bolsonaro--, Luiz Carlos Heinze (Progressistas-RS), Carlos Viana (PL-MG), Eduardo Girão (Podemos-CE), Plínio Valério (PSDB-AM), Styvenson Valentim (Podemos-RN) e Zequinha Marinho (PL-PA) também foram contra.

A votação foi semipresencial, mas líderes fizeram um apelo para que os senadores voltassem a Brasília e participassem da sessão presencialmente. Na avaliação do Senado, era importante ocupar o plenário e passar a mensagem de que a Casa não foi intimidada pela invasão.

73 dos 81 senadores participaram da votação. O texto foi aprovado nesta segunda (9) pela Câmara dos Deputados e vai à promulgação.

O decreto de intervenção federal tem força de lei a partir da assinatura do presidente, mas exige aprovação da Câmara dos Deputados e do Senado Federal em regime de urgência. O Congresso pode apenas autorizar ou rejeitar o texto, sem alterações.

Antes da sessão, o presidente do Congresso, senador Rodrigo Pacheco (PSD), caminhou pelo prédio para verificar os estragos, ao lado da diretora-geral, Ilana Trombka, da diretora do museu, Maria Cristina Monteiro, e do diretor da Polícia do Senado, Alessandro Morales.

O presidente do Congresso afirmou que a 'minoria golpista' que invadiu as sedes dos Três Poderes conseguiu unir ainda mais as instituições. Pacheco disse também que houve um crime e pediu punição individual aos envolvidos.