Senado aprova projeto que proíbe desativação de hospitais de campanha enquanto não houver ampla vacinação

Julia Lindner
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BRASÍLIA — O Senado aprovou nesta quarta-feira um projeto de lei que proíbe a desativação de hospitais de campanha enquanto não houver vacinação de pelo menos 70% da população nas cidades em que estão instalados. O texto vai à Câmara dos Deputados.

A matéria abre uma exceção para o fechamento dos hospitais "caso haja leitos disponíveis na central de regulação do respectivo ente". Os parâmetros, de acordo com a proposta, serão estabelecidos por especialistas e gestores.

Autora do projeto, a senadora Rose de Freitas (MDB-ES) afirma que, apesar de a vacinação já ter se iniciado no país, a pandemia ainda está “em pleno desenvolvimento”. Para ela, fechar leitos adicionais neste momento poderia deixar a população desassistida.

Em parecer favorável, o senador Marcelo Castro (MDB-PI) considera que a desativação dos hospitais de campanha é uma "atitude precoce e inoportuna, haja vista que se tem observado o recrudescimento de novos casos e de óbitos por Covid-19".

"A instituição dos hospitais de campanha tem sido medida de grande importância para assegurar a manutenção da assistência prestada frente à grande demanda decorrente do surto de covid-19 no Brasil (...) Essas unidades de saúde, ao acolherem os casos leves e moderados da virose, têm oferecido imprescindível suporte à rede de saúde convencional, a qual tem estado demasiadamente sobrecarregada com os casos mais graves da doença", avaliou Castro no relatório.