Senado do Chile não deve ter votos para aprovar impeachment de Piñera

·1 min de leitura
Presidente do Chile, Sebastián Piñera, em Santiago

Por Natalia A. Ramos Miranda

BUENOS AIRES (Reuters) - O Senado do Chile debateu nesta terça-feira acusações contra o presidente Sebastián Piñera, que sofreu um impeachment na câmara baixa na semana passada devido a irregularidades na venda de uma mineradora, mas a oposição do Senado não parece ter votos suficientes para condená-lo.

O impeachment exige uma maioria de dois terços, ou 29 votos, mas a oposição de centro-esquerda aparentemente só tem 24 senadores, o que coloca uma condenação em dúvida.

Se condenado, o presidente e empresário bilionário seria afastado do cargo e ficaria inelegível para cargos públicos durante cinco anos. Uma vez concluído o debate, a votação deve ocorrer perto da meia-noite ou na manhã de quarta-feira. O mandato atual de Piñera vigora até março.

O debate no Senado antecede a eleição presidencial de domingo, na qual Piñera não concorre.

O ultraconservador José Antonio Kast, às vezes comparado ao presidente brasileiro, Jair Bolsonaro, ou ao ex-presidente norte-americano Donald Trump, dispara nas pesquisas de opinião e agora é o favorito para a eleição.

Os procedimentos de impeachment decorrem do vazamento dos chamados Pandora Papers, uma série de documentos que revelaram transações em paraísos fiscais envolvendo figuras globais da política e dos negócios.

Entre eles estavam documentos que parecem delinear um acordo envolvendo a venda da mina de cobre e minério de ferro Dominga em 2010. À época, Piñera estava no ano inicial de seu primeiro mandato presidencial.

Nosso objetivo é criar um lugar seguro e atraente onde usuários possam se conectar uns com os outros baseados em interesses e paixões. Para melhorar a experiência de participantes da comunidade, estamos suspendendo temporariamente os comentários de artigos