Senador dos EUA questiona utilidade da OEA se bloco não agir contra Venezuela

Washington, 28 mar (EFE).- O senador republicano dos Estados Unidos Marco Rubio garantiu nesta terça-feira que está "otimista" sobre a capacidade da Organização dos Estados Americanos (OEA) para agir conjuntamente diante da falta de democracia na Venezuela, mas reconheceu que sua utilidade seria minimizada se não houver acordo.

"A OEA é uma organização coletiva de democracia na América e é o modo no qual deveriam ser resolvidos os problemas na região. No entanto, se um fórum como esse não é capaz de se unir para basicamente assinalar em uma resolução que a Venezuela já não é mais uma democracia, então você pode pensar: para que temos a OEA?", disse Rubio em entrevista à emissora "Fox".

Na opinião do legislador cubano-americano, "na Venezuela a democracia foi cancelada", devido à impossibilidade de operar do Legislativo (controlado pela oposição ao presidente Nicolás Maduro), pela falta de independência do Tribunal Supremo e pela pressão aos veículos de imprensa críticos com o governo.

"Estou confiante. Sou otimista que (os países-membros da OEA) vão tomar a decisão adequada nas próximas semanas", afirmou Rubio.

Na semana passada, 14 países - Brasil, Canadá, Argentina, Chile, Colômbia, Costa Rica, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, México, Panamá, Paraguai, Peru e Uruguai - pediram à Venezuela que estipulasse um calendário eleitoral e libertasse os políticos presos.

Esses países, junto com outros quatro caribenhos - Barbados, Bahamas, Santa Lúcia e Jamaica - realizam hoje uma reunião em Washington para considerar a situação na Venezuela, embora não se saiba se haverá votação para o possível início da aplicação da Carta Democrática Interamericana.

Para aplicar a Carta Democrática são necessários os votos de dois terços dos países-membros.

A Carta, o instrumento jurídico da OEA para proteger a democracia na região, contempla um processo gradual que vai desde as gestões diplomáticas até, como último recurso, a suspensão de um Estado. EFE