Senador frustra esperança de aprovação rápida de agenda de Biden

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O senador americano Joe Manchin acusa seus colegas democratas da Câmara de manterem como refém o projeto de lei bipartidário sobre infraestrutura, em uma tentativa de ganhar o seu apoio para o plano de bem-estar social mais amplo (AFP/Mandel Ngan)
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Um senador essencial para o futuro da agenda legislativa do presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, jogou um balde de água fria, nesta segunda-feira (1º), às expectativas de uma aprovação rápida no Congresso do projeto de gastos sociais, afirmando que precisa de tempo para avaliar os impactos econômicos.

O democrata Joe Manchin criticou seus colegas da Câmara dos Representantes por manterem como "refém" o projeto bipartidário de investimentos em infraestrutura, em uma disputa para ganhar o seu apoio ao plano social mais ambicioso de 1,75 trilhão de dólares.

Conhecido como "Build Back Better" ("Reconstruir melhor", em tradução livre do inglês), o pacote potencialmente transformador da saúde, da educação e das políticas ambientais e fiscais, não tem apoio republicano, o que faz com que o mesmo tenha que ser aprovado através de um processo conhecido como "reconciliação", e não pode perder o voto de Manchin ou de qualquer outro democrata em um Senado dividido meio a meio (50-50) entre os dois partidos.

"Os jogos políticos devem acabar [...] Manter este projeto [de infraestrutura] como refém não vai funcionar para obter o meu apoio para o projeto de lei de reconciliação", advertiu Manchin, que tem 74 anos e representa o estado da Virgínia Ocidental, aos jornalistas no Congresso.

Sua declaração ameaça afundar os planos provisórios de realizar as votações na Câmara nesta semana sobre o pacote, e também sobre o outro de infraestrutura, avaliado em 1,2 trilhão de dólares para melhorar a conectividade da internet e revitalizar a deteriorada rede de transportes do país.

Apesar de o projeto de infraestrutura já ter sido aprovado pelo Senado e necessitar apenas da confirmação da Câmara, diversos grupos políticos do Partido Democrata ainda estão discutindo detalhes do Build Back Better.

A ala progressista, que forma o maior grupo ideológico no Congresso, tem se recusado a carimbar o plano de infraestrutura, a menos que a sua prioridade, o pacote de bem-estar social, seja votado aproximadamente ao mesmo tempo.

Teoricamente, os legisladores ainda poderiam seguir em frente, mas, sem a adesão dos moderados, qualquer pacote que passar pela Câmara provavelmente será devolvido pelo Senado com mudanças significativas, o que poderia atrasar o processo por semanas.

Manchin disse que precisava de mais tempo para considerar as implicações do Build Back Better. "Em poucas palavras, não apoiarei um projeto de lei tão importante sem compreender a fundo o impacto que o mesmo terá em nossa dívida nacional, em nossa economia e, o que é mais importante, em todo o nosso povo americano", assegurou.

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