Senador republicano diz que vai se opor à vitória de Biden quando Congresso contar votos do Colégio Eleitoral

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SÃO PAULO, SP (FOLHAPRESS) - O senador republicano pelo Missouri Josh Hawley disse nesta quarta-feira (30) que fará objeções quando o Congresso contar os votos do Colégio Eleitoral na próxima dia 6, o que forçará os membros da Câmara e do Senado a votarem se aceitam ou não os resultados da vitória do presidente eleito Joe Biden. No dia 14 de dezembro, os delegados do Colégio Eleitoral se reuniram em seus respectivos estados e certificaram o resultado das urnas -o democrata, assim, garantiu os votos conquistados no pleito. A última etapa do longo e conturbado processo eleitoral acontece no dia 6 de janeiro, quando o Congresso fará a contagem das cédulas numa sessão conjunta entre Câmara e Senado e presidida pelo atual vice-presidente do país, Mike Pence. Hawley é o primeiro senador a anunciar planos de fazer objeção aos resultados. O movimento não mudará o resultado da eleição, mas atrasará a confirmação da vitória de Biden sobre o atual presidente dos EUA, Donald Trump. Os democratas vão rejeitar qualquer objeção na Câmara, e vários senadores republicanos são contrários à manobra, porque sinaliza apoio às alegações falsas de Trump de que as eleições foram fraudulentas, uma vez que o republicano não apresentou provas que sustentassem acusações. A objeção de Hawley, que outros senadores ainda podem aderir, também colocará outros republicanos no Senado em uma posição política difícil, forçando-os a votar se ficarão ao lado de Trump ou da vontade popular dos eleitores. O presidente tem pressionado para que o Congresso anule o resultado da eleição, já que as tentativas de sua campanha nos tribunais foram rejeitadas. Trump travou uma batalha jurídica e midiática para impedir a vitória de seu opositor, mas não obteve sucesso. O controle do Senado para a próxima legislatura será decidido na véspera, no dia 5 de janeiro. Como nenhum candidato pela Geórgia alcançou os 50% dos votos necessários durante as eleições de 3 de novembro, haverá um segundo turno. Neles, os senadores republicanos Kelly Loeffler e David Perdue enfrentam respectivamente os democratas Raphael Warnock e Jon Ossof. Caso os democratas vençam as duas disputas, a Casa passará a ter 50 senadores do partido (contando com os independentes alinhados à sigla) e 50 republicanos. Neste caso, o voto de minerva será da vice-presidente eleita, Kamala Harris.